Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

ANÁLISE DA ESTRATÉGIA DE ATUAÇÃO DA ONG LUTA PELA PAZ NA BUSCA PARA INSERÇÃO DE JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO E NA CAPACIDADE DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Maria José Caetano do Amaral

 

Resumo: Este trabalho traz uma reflexão sobre a atuação da Organização Não Governamental Luta pela Paz na transformação e inclusão social de população de baixa renda, focando especialmente no que tange à empregabilidade de jovens da comunidade Nova Holanda, situado no Complexo da Maré – Rio de Janeiro. A importância do tema reside em saber como uma ONG, localizada em um território marcado pela violência e discriminação, e diante da escassa oferta de trabalho em relação à grande demanda, principalmente vinda de jovens, oferece aporte para a inserção desses no mercado de trabalho. Acredita-se que as iniciativas sociais da Luta pela Paz são relevantes à sociedade e à região, dadas a falta de políticas públicas efetivas do Estado. Serão apresentados os pontos positivos e negativos dessa atividade, principalmente quanto ao alcance das expectativas da juventude no acesso ao emprego. A pesquisa abordará como a Instituição gerencia a interação entre as empresas privadas e os jovens na inserção do mercado de trabalho, em um cenário onde grande parte dos jovens de periferia enfrenta muitas dificuldades, como a baixa escolaridade, a paternidade precoce, o dia a dia de convivência com a violência. Esses fatores, somados a outros, afetam a possibilidade da empregabilidade, aumentando a informalidade, a subocupação e o índice de desempregados. Além de polarizar ações determinantes por parte de atores de outras instituições para transformação social de jovens e familiares. A pesquisa será desenvolvida usando-se variáveis quantitativas e qualitativas, a partir de entrevistas realizadas através do aplicativo “Google Forms”, com pessoas envolvidas com projetos. Será apresentada uma revisão bibliográfica que servirá de base para contextualizar o caso e discutir os resultados. A finalidade é desenvolver uma reflexão crítica a partir da atuação da ONG “Luta pela Paz” e de outras Instituições dentro de um espaço de disputa econômica, político (grupos dominantes), mas ao mesmo tempo, em um local de significação cultural, histórico e social. O processo de pesquisa foi realizado com o consentimento dos atores. Pretende-se identificar elementos importantes das percepções destes, contribuindo para o desenvolvimento do tema, podendo apontar para reflexões futuras sobre o assunto.

 

Data/Horário: 22/02/2022 às 14:00

Link: meet.google.com/xer-ghet-xve

 

Banca:

Prof. Dr. Felipe Addor (orientador) – NIDES/UFRJ

Profª Drª Heloísa Helena Albuquerque B. Quaresma Gonçalves – UNIRIO

Profª Drª Ruth Espinola Soriano de Mello – PUC-Rio

Prof. Dr. Ricardo Ferreira de Mello – UFRJ

 

Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

A PESCA MANEJADA DO PIRARUCU: TECNOLOGIA SOCIAL E POLÍTICA PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL DA AMAZÔNIA

Núbia Maria Gonzaga da Silva

 

Resumo: Este estudo aborda a pesca do pirarucu (Arapaimaspp) na Amazônia, tendo como área de estudo as regiões do Médio e Alto Solimões, tendo como referência central o município de Tefé. Seu principal objetivo foi analisar a pesca manejada do pirarucu como tecnologia social e política pública para o desenvolvimento socioambiental na Amazônia. A pesquisa foi realizada com base em documentação primária e secundária, histórica e acadêmica que abrange o período de 1897 a 1996. Os resultados obtidos revelam que o uso de tecnologia convencional na pesca do pirarucu, na Amazônia, o colocava em risco de extinção. Causou um impacto negativo na fonte alimentar das populações ribeirinhas, incluindo aquelas baseadas na pesca; gerou a necessidade do movimento de defesa dos lagos; desencadeando conflitos agrários socioambientais com perda de vidas humanas; o que exigiu a elaboração de proposta de política pública que subsidiasse a regulamentação do manejo do pirarucu por lei; processo com evidências documentais de fato e de direito, que comprovam que a pesca manejada do pirarucu se caracteriza como tecnologia social e política pública para o desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

 

Data e horário: dia 23 de fevereiro de 2022, às 10:00 (Brasília).

Informações de acesso à defesa:

Entrar na reunião Zoom pelo Link: https://us02web.zoom.us/j/84267330523?pwd=NVFhaG9JQXI3cXBZZk9hSHcyWFRXZz09

ID da reunião: 842 6733 0523

Senha de acesso: 960303

 

Banca:

Prof. DSc. Sidney Lianza (Orientador) - NIDES/UFRJ

Prof. PhD. Henrique dos Santos Pereira (Orientador) - PPG-CASA/FCA/UFAM

Prof. DSc. Felipe Addor - NIDES/ UFRJ

Prof. DSc.Flávio Chedid - NIDES//UFRJ

Prof. DSc. Cloves Farias Pereira - NUSEC/UFAM/AM

 

3 paulo freire

 

Patrono da Educação Brasileira e conhecido como o educador comprometido com o processo de libertação do povo oprimido, Paulo Freire dedicou sua vida como pedagogo ao desenvolvimento de uma praxis visando a superação da opressão.

Freire coordenou, no Brasil, o Programa Nacional de Alfabetização no início da  década de 1960, colocando em prática uma metodologia capaz, não só de instrumentalizar a leitura e a escrita dos alfabetizandos, mas de incitar a sua libertação. Através de seus métodos, os educandos  eram levados a perceber as injustiças que os oprimiam e a necessidade de buscar mudanças. Acusado de subverter a ordem instituída, Freire viu o seu programa ser extinto, em 1964 e depois de ser preso, teve que se retirar do país.

Exilado no Chile, Freire trabalhou como assessor no Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e no Ministério da Educação, desenvolvendo programas educativos para adultos. Foi em terras chilenas, então, que Freire escreveu a sua principal obra: Pedagogia do Oprimido.

Em 1980, depois de 16 anos de exílio, Paulo Freire voltou ao Brasil e lecionou na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) e na PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Em 1989, assumiu a secretaria de Educação de São Paulo e teve como marca a recuperação salarial dos professores, a revisão curricular e a implantação de programas de alfabetização de jovens e adultos.

Paulo Freire ganhou vários prêmios, em todo o mundo, como reconhecimento da relevância de seus trabalhos na área da educação e foi em 1997, um mês antes de falecer, que lançou seu último livro "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". 

O ano de 2021 comemora o centenário desse grande mestre e o PPGTDS irá celebrar essa data através da oferta de uma disciplina (15h de carga horária) focada na obra emblemática do nosso patrono. Serão 5 círculos de cultura, envolvendo vários docentes e estudantes, desenhando momentos de reflexão sobre percursos  de  ensino-aprendizagem, no campo da extensão,  percorridos por fundadores do NIDES.

Os encontros acontecerão nos dias 17/12 (aula inaugural), 14/01, 28/01, 04/02, 11/02 e 18/02, presencialmente, no Sindicato dos Engenheiros, no Rio de Janeiro (SENGE - www.senge.org.br ).

Para a aula inaugural, que acontecerá às 10h no SENGE, contaremos com a participação dos professores Felipe Addor, Celso Alvear e Fernanda Araújo, além dos responsáveis pela articulação dos diálogos, Paulo Maia e Sidão. 

Bibliografia

FREIRE, Paulo - 1987 - Pedagogia do Oprimido . Editora Paz e Terra - https://drive.google.com/file/d/1VFo1hOzf-uK-6ZsZ5Tw0NFsMjO_V_NG5/view?usp=drivesdk

Pedagogia do Oprimido ( o manuscrito ) - 2018 - FREIRE, Magra, Romão , Gadotti

https://www.neca.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Pedagogia-do-Oprimido-Manuscrito.pdf

 

Ementa: Pedagogia do Oprimido

 

Objetivo: celebrar os 100 anos de Paulo Freire , estimulando e dialogando   sobre a emblemática obra do patrono da Educação Brasileira.

 

Créditos: 1

Carga horária: 15h

 

Metodologia: 5 círculos de conversas presenciais  entre pesquisadores e /ou líderes sociais, apresentando seu olhar diverso e único - seja histórico, filosófico, metodológico , prático -  do livro Pedagogia do Oprimido. Sempre com um facilitador e dois expositores que responderão às seguintes perguntas:

 

1- O que o Livro Pedagogia do Oprimido lhe diz?

2- O que o livro Pedagogia do Oprimido  lhe faz dizer?

3- O que o livro Pedagogia do Oprimido lhe fez refletir na  sua prática de educador ou educando?

 

Avaliação 

1- Presença  nas 5 círculos de conversa

2- Texto escrito pelo menos sobre  uma das perguntas acima

 

Bibliografia

FREIRE, Paulo - 1987 - Pedagogia do Oprimido . Editora Paz e Terra - https://drive.google.com/file/d/1VFo1hOzf-uK-6ZsZ5Tw0NFsMjO_V_NG5/view?usp=drivesdk

Pedagogia do Oprimido ( o manuscrito ) - 2018 - FREIRE, Magra, Romão , Gadotti

https://www.neca.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Pedagogia-do-Oprimido-Manuscrito.pdf

 

Local

SENGE - Rio de Janeiro

www.senge.org.br

 

AGENDA PRÉ APROVADA:

17/12 - AULA INAUGURAL 

14/01/22 

28/01/22 

04/02/22

11/02/22 

18/02/22 - AULA DE  CONCLUSÃO 

 

Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

O  SINTUFRJ E A FORMAÇÃO HUMANA DE SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO DA UFRJ (1993-2020)

Henrique de Oliveira Santos Vieira de Jesus

 

Resumo: O processo de formação humana é importante para que os indivíduos se tornem emancipados e autônomos. Esse processo está pautado em uma formação omnilateral. Na presente dissertação, objetiva-se averiguar as ações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Sintufrj) voltadas para a formação intelectual, tecnológica e corporal dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, que utiliza o método dialético. Foram realizadas pesquisas bibliográfica e documental, além da aplicação de questionários e realização de entrevistas com nove servidores técnico-administrativos sindicalizados da UFRJ. A técnica de análise de conteúdo foi utilizada para a sistematização e a interpretação dos dados das entrevistas realizadas. O referencial teórico foi baseado na tradição marxista das discussões sobre a questão do mundo do trabalho e suas repercussões na formação humana, em especial diante da oferta de atividades dos sindicatos para os associados. Os principais resultados da pesquisa apontam que as ações do Sintufrj voltadas para a formação intelectual, tecnológica e corporal não se configuram como elementos de uma formação omnilateral, uma vez que tais ações não pressupuseram o desenvolvimento total, completo e multilateral das faculdades e forças produtivas. Elas focaram no aprimoramento técnico, na melhoria de condições corporais para que os trabalhadores sindicalizados executassem melhor as tarefas do seu trabalho na universidade e nas necessidades imediatas e particulares dos trabalhadores, sem se oporem ao projeto neoliberal, que busca fortalecer a primazia do capital e pulverizar a defesa dos interesses coletivos pelo Sintufrj. Dentre as principais conclusões, cabe destacar que o Sintufrj deveria desenvolver iniciativas de formação humana omnilateral voltada para a emancipação do trabalhador em termos intelectuais para que ele compreenda a operação da ordem sociometabólica do capital, bem como tecnológicos – para que entenda como os recursos materiais e humanos são distribuídos – e corporais, para que tome a consciência sobre como esse sistema controla o seu próprio corpo.

 

DATA E HORÁRIO: dia 21 de dezembro de 2021, às 16h00.
 
LINK DA DEFESA: Link da videochamada: https://meet.google.com/euk-tccd-oaq
 
 
BANCA EXAMINADORA:
 
Prof. Dr. André Malina (Orientador) - NIDES/UFRJ
 
Profa. Dra. Ângela Celeste Barreto de Azevedo - NIDES/UFRJ
 
Prof. Dr. Silvio de Cassio Costa Telles - UFRJ/UERJ
 
Prof. Dr. Marcelo Ribeiro de Castro - Universidade Vila Velha
 
Prof. Dr. Efrain Maciel e Silva - Universidade Federal de Goiás (UFG) - SUPLENTE
 

 

Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

“UNIVERSIDADE INTEGRADA QUE SE INTEGRA A CIDADE”: A SUSTENTABILIDADE DAS ÁREAS VERDES DE USO PÚBLICO DA CIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFRJ

Vera do Carmo Rodrigues

 

Resumo: Este estudo tem como objetivo contribuir com a reflexão sobre a relevância das áreas verdes da Cidade Universitária e da infraestrutura urbana na atualização do Plano Diretor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse sentido, a pesquisa vislumbra o Plano como uma oportunidade de redução dos impactos negativos antrópicos provenientes das ações (ou inércias) decorrentes de planos anteriores, com foco na sustentabilidade socioambiental, na valorização dos atributos naturais da Ilha do Fundão e na melhor oferta de espaços para a realização de atividades ao ar livre, especialmente após a pandemia do COVID-19. A metodologia adotada na pesquisa consistiu em levantamento histórico bibliográfico, visitas in loco com registros fotográficos e aplicação do Índice de Qualidade Ambiental das Áreas Verdes (IQA) nos pontos geográficos avaliados. O marco temporal foi 2009, ocasião da opção da Universidade pela sua integração da malha viária à cidade do Rio de Janeiro, emblematicamente eliminando a barreira física representada pelo gradil que as separava e o Projeto de Valorização dos Imóveis da UFRJ – Viva UFRJ, pela sua contemporaneidade e indissociabilidade com a atualização do Plano Diretor da UFRJ. A análise sistêmica da unidade geoambiental (infraestrutura urbana, qualidade paisagística e áreas verdes) do campus universitário confirmou seu potencial para o uso público, desde que gerido com verba suficiente para a manutenção dos espaços.

Palavras-Chave: áreas verdes, campus universitário, sustentabilidade, infraestrutura urbana..

 

Data e horário: Dia 13 de dezembro de 2021 às 9h.

Local: http://meet.google.com/jxa-dwpc-bzo

 

Banca:

Ana Lúcia do Amaral Vendramini (orientadora) - NIDES/UFRJ

Renan Finamore Gomes da Silva – NIDES/UFRJ

Marco Aurélio Passos Louzada – IB/IFRJ

Patrícia Menezes Maya Monteiro – FAU/UFRJ

 

 

 

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