Defesa da mestranda Larissa Medeiros de Andrade

BAOBÁXIA: SONHOS E MEMÓRIAS NA CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS
Larissa Medeiros de Andrade
Resumo: Baobáxia é a união dos termos “baobá”, uma árvore milenar símbolo de diversas culturas africanas que representa a memória coletiva do território onde é plantada, e “galáxia”, que aqui remete ao universo dos sonhos e à busca por outros futuros possíveis. Assim, o Baobáxia é uma galáxia de memórias. Isso se concretiza em um acervo multimídia descentralizado que armazena as memórias da Rede Mocambos, uma rede composta por comunidades indígenas e quilombolas, além de ativistas de movimentos de cultura e do software livre. Este encontro do digital com práticas ancestrais de comunicação e compartilhamento proporciona a criação de tecnologias que não só resistem às estruturas coloniais e racistas, mas que imaginam e constroem mundos alternativos. Este concepção tecnológica se opõe a uma visão de progresso tecnocientífico neutro, universal e linear, que tem servido para justificar e manter práticas coloniais de dominação. Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação, é proposto o termo colonialismo digital para caracterizar a forma como essas tecnologias têm atualizado formas de classificação e controle raciais típicas da exploração colonial. Isso é possível por meio da quantificação dos mais diversos aspectos da vida para predição e controle de comportamentos, a partir da criação de perfis baseados em estereótipos que atualizam formas de segregação e subjugação baseadas em marcadores raciais. No entanto, esse processo não ocorre sem resistência. A Tecnologia Social, os Estudos de Ciência Tecnologia e Sociedade, a Teoria Racial Crítica, o movimento Software Livre, entre outros, são exemplos de práticas e conceitos que pensam alternativas a esse modelo de desenvolvimento tecnológico. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa é analisar o processo de desenvolvimento do Baobáxia, compreendendo como práticas ancestrais e tecnologias digitais se somam à organização quilombola para pensar a construção de alternativas tecnológicas de resistência e imaginação de outros futuros.
Data e horário: Dia 18 de agosto de 2026, às 13:00.
Link: https://conferenciaweb.rnp.br/sala/celsoale
Banca:
Celso Alexandre de Souza Alvear (orientador)
Fernanda Santos Araújo
Tarcizio Roberto da Silva
Marta Mourão Kanashiro
Seleção PPGTDS - Turma 2027
Roteiro de elaboração de pré-projeto
Autodeclaração e declaração de vínculo/pertencimento a comunidade indígena
Autodeclaração e declaração de vínculo/pertencimento a comunidade quilombola
Orientações para envio dos arquivos online
Estrutura de arquivos para anexar no formulário online
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Defesa da mestranda Marcelle Azevêdo Rodrigues de Souza

SE NÃO PLANTAR, O CHÃO NÃO DÁ: O CAMINHO PARA AUTONOMIA DOS SUJEITOS PELA AGROECOLOGIA EM UM EMPREENDIMENTO ECONÔMICO SOLIDÁRIO NA COLÔNIA JULIANO MOREIRA/RJ
Marcelle Azevêdo Rodrigues de Souza
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo sistematizar a trajetória do projeto Arte, Horta & Cia, desenvolvido entre 2021 e 2025 na Colônia Juliano Moreira, no município do Rio de Janeiro, com ênfase nas práticas agroecológicas e na economia solidária como estratégias de geração de renda e promoção do cuidado integral. A pesquisa parte da compreensão de que, em contextos urbanos marcados por desigualdades socioespaciais, iniciativas comunitárias podem atuar na promoção da segurança e soberania alimentar, bem como na reconstrução de vínculos sociais e produção de saúde. Metodologicamente, adotou-se a abordagem da Sistematização de Experiências, que possibilita a análise crítica de processos vividos a partir da reconstrução de trajetórias, registros institucionais, memórias e narrativas dos sujeitos envolvidos. A pesquisa possui caráter qualitativo e interpretativo, buscando compreender os aprendizados, desafios e transformações decorrentes da implementação da horta agroecológica em um território historicamente marcado por processos de exclusão e reconfiguração urbana. Os resultados evidenciam que a horta constituiu-se como tecnologia social territorializada, capaz de articular produção de alimentos, formação, geração de renda e promoção da saúde mental, entendida como processo coletivo vinculado ao pertencimento, à construção de vínculos e à criação de sentidos para a vida. Observou-se que a experiência favoreceu a reorganização do cotidiano dos participantes, a ampliação das redes de apoio e o fortalecimento de práticas autogestionárias, ainda que atravessada por desafios relacionados à sustentabilidade financeira e à organização produtiva do coletivo. Ao longo de sua trajetória, o projeto demonstrou capacidade de adaptação e fortalecimento institucional, estruturando processos formativos e consolidando circuitos locais de comercialização. Conclui-se que a experiência do Arte, Horta & Cia evidencia a potência de práticas coletivas na produção de saúde, trabalho e vida, ratificando a agroecologia como caminho para a emancipação dos sujeitos e para a construção de territórios mais justos, solidários e sustentáveis.
Data e horário: Dia 22 de abril de 2026, as 15:00.
Link: https://meet.google.com/ksu-jbjr-vqn
Banca:
Dr. Gustavo Carvalhaes Xavier Martins Pontual Machado (orientador) – NIDES/UFRJ
Dra. Heloisa Teixeira Firmo – NIDES/UFRJ
Dr. Richarlls Martins da Silva/Fiocruz
Dra. Juliana Dias Rovari Cordeiro/UFRJ
Defesa do mestrando Bruno Camenietzki Amorim

Odu: Na encruzilhada dos jogos eletrônicos, dos terreiros de candomblé Ketu e da extensão universitária
Bruno Camenietzki Amorim
Resumo:
Esta dissertação analisa a concepção e o desenvolvimento do jogo eletrônico Odu: Conexões Ancestrais, tomando como recorte o período entre agosto de 2021 e dezembro de 2025. A pesquisa adota a sistematização de experiências como eixo metodológico, articulada à análise documental do Game Design Document (GDD), dos diários de desenvolvimento e de outros registros produzidos ao longo do percurso do projeto. O objetivo é compreender como o jogo foi sendo construído na encruzilhada entre jogos eletrônicos, extensão universitária e epistemologias das comunidades de terreiro, observando de que modo suas escolhas estéticas, narrativas, metodológicas e organizacionais foram sendo formuladas. O trabalho também examina a organização do coletivo, o papel das parcerias e as condições que tornaram possível a consolidação do projeto. Ao final, a dissertação reflete sobre o jogo eletrônico como mídia e tecnologia não neutra, capaz de produzir representações e afirmar visões de mundo, e busca contribuir para o debate sobre desenvolvimento de jogos em contextos acadêmicos e extensionistas.
Data e horário: Dia 26 de junho de 2026, as 13:00.
Link: https://meet.google.com/ryn-qhid-tff
Banca:
Celso Alexandre Souza de Alvear (orientador) – NIDES/UFRJ
Bibiana Oliveira Serpa – NIDES/UFRJ
Sandra Rufino Santos – NIDES/UFRJ
Henrique Antunes Cunha Júnior – UFC
Defesa do mestrando Fellipe Redó Garcia Leite

MUSEU DO MAR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO: ANÁLISE HISTÓRICA E REAPLICAÇÃO DE METODOLOGIA PARTICIPATIVA COMO PROCESSO MUSEOLÓGICO
Fellipe Redó Garcia Leite
A pesquisa narra a experiência do Museu de Ciências e Cultura do Mar (Museu do Mar) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciativa desenvolvida por intermédio do Programa de Extensão UFRJMar, vinculado à UFRJ entre 2009 e 2012. A análise dessa experiência é motivada pelo interesse da coordenação do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social NIDES/UFRJ de promover uma reedição de Museu do Mar na atualidade. Partimos, assim, da hipótese de que um dos limitadores da curta experiência anterior foi a ausência de um plano museológico, compreendido como ferramenta básica de planejamento estratégico (Brasil, 2019). Para tanto, os objetos desta pesquisa são a elaboração, a aplicação, interpretação, avaliação e a divulgação de metodologias participativas como processos museológicos. As fontes analisadas são matérias publicadas no endereço eletrônico do projeto e fontes secundárias. Os procedimentos metodológicos adotados se iniciam pelo levantamento da bibliografia relevante sobre o estado da arte do tema e se combinam com a aplicação de metodologias participativas ao público-alvo da pesquisa. O referencial teórico é direcionado às perspectivas da tecnologia social e da museologia social, cujos expoentes são Fernando Amorim, Michel Thiollent, Estatuto de Museus. Como principal resultado a ser atingido pela investigação, destaca-se vocacionar o agora Museu Vivo do Mar como contributo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no âmbito da Década das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Sustentável (Unesco, 2017).
Data e horário:
Dia 30 de março de 2026 às 15:00 pm.
Link:
https://meet.google.com/otg-sutc-nan
Banca:
Prof. Dr Paulo Cezar Maia (orientador) – NIDES/UFRJ
Prof. Dr Felipe Addor – NIDES/UFRJ
Profa. Dra. Andrea Fernandes Costa – UNIRIO
Profa. Dra Áurea da Paz Pinheiro - UFDPar







