Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

  

Narrativas periféricas e mudanças climáticas à luz da ecologia política: o caso da Comunidade de Indiana – RJ

 

 

Mateus Batal Monteiro Ferreira

 

Resumo:

A presente pesquisa teve como objetivo a análise e compreensão da estratégia de gestão participativa de riscos dos moradores da comunidade da Indiana, situada na periferia da Tijuca, Rio de Janeiro, frente aos desastres cada vez mais frequentes relacionados à crise climática. Compreende-se que tais eventos extremos afetam de maneira desigual diferentes partes de uma cidade. Por esse motivo, buscou-se conhecer formas de enfrentar as consequências de fortes chuvas, escassez de recursos hídricos e secas prolongadas através do ponto de vista dos moradores de zonas periféricas como a comunidade estudada, a fim de construir e mapear possíveis soluções e maneiras de superar perdas materiais e simbólicas causadas pela crise climática que cada vez mais se intensifica. Foram utilizadas metodologias de coleta de dados como cartografia social e sistematização de experiências para que tanto os sujeitos da pesquisa quanto os pesquisadores se integrem no processo de construir ferramentas de resiliência e reivindicação de seus direitos. Ao concluir a pesquisa, redes comunitárias, lavanderias sociais e inciativas de hortas comunitárias e pedagógicas lideradas por mulheres, com o auxílio de redes de ensino dentro do território se destacaram como as principais norteadoras da luta por direitos básicos como alimentação, cuidado parental e preservação ambiental, que possuem um caráter revolucionário e transformador, ressignificando e dando propósito a uma gestão verdadeiramente participativa na comunidade.

 

 

Data e horário:  26/02/2024 Horário: 13:30

 

Local: http://meet.google.com/jre-fyzq-oud

 

Banca:

Renan Finamore (orientador)

Heloísa Firmo

Marize Bastos da Cunha

Gustavo Martins Machado

 

 

 

Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

  

Análise do processo de melhoria contínua no Armazém do Campo Rio de Janeiro

 

 

Mayeni Medeiros Padilha

 

Resumo:

O Armazém do Campo, é uma organização vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com estrutura colaborativa singular que não se limita à comercialização de produtos agrícolas, mas também se envolve na defesa dos direitos sociais. A pesquisa foi conduzida no Armazém do Campo Rio de Janeiro durante um período de reestruturação organizacional devido aos impactos da gestão durante a pandemia. A compreensão do funcionamento e a identificação de práticas de aprimoramento contribuem para o desenvolvimento de estruturas semelhantes em situações similares que demandem processos de melhoria. A metodologia empregada foi a pesquisa-ação, realizada por meio do projeto "Assessoria aos Coletivos de Produção e Comercialização de Assentamentos da Reforma Agrária do Estado do Rio de Janeiro", incluindo entrevistas, relatos e ações colaborativas com os colaboradores do Armazém. Uma análise comparativa entre o trabalho de campo, o Manual de Gestão da Rede Armazém do Campo e o referencial teórico sobre processos de melhoria contínua revelou que os princípios do manual, centrados em pessoas, recursos, processos e resultados, são implementados no Armazém do Campo Rio de Janeiro. No entanto, identificou-se uma lacuna na execução prática desses princípios, levando à exploração de teorias, métodos e ferramentas de melhoria contínua para complementar as orientações. Apesar disso, nenhuma das bases teóricas foi aplicada integralmente, exigindo adaptações específicas à realidade organizacional. Essa abordagem singular traçou uma metodologia única para essa experiencia de melhoria realizada no Armazém do Campo Rio de Janeiro, podendo servir como exemplo para organizações similares em busca de aprimoramentos.


 

Data e horário:  26/02/2024 – 10:00

 

Local: online (enviar email para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.)

 

Banca:

Luís Guilherme Barbosa Rolim (orientador)

Vicente Aguilar Nepomuceno de Oliveira (coorientador)

Felipe Addor

Camila Rolim Laricchia

Celso Alexandre Souza de Alvear

 

 

 

Defesas do Programa de Pós-Guaduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social

 

 

 FANFICTION NA ESCOLA: SISTEMATIZANDO A CRIAÇÃO DE UM PROJETO DE VIDA, EDUCAÇÃO E TRABALHO

 

Eloá Gaspar Barreto

 

Resumo:

Com o intuito de melhorar as práticas de trabalho e multiletramentos do projeto educacional Fanfiction na Escola, o tornando mais adequado e transformador em suas ações nos mais diversos espaços educacionais e culturais, iniciou-se a sistematização de experiência do processo de criação e recriação do projeto desde 2019, ano do seu surgimento, até o dia 30 de junho de 2023, buscando através da educação dialógica e problematizadora segundo Paulo Freire (1987) e de um viés politécnico a partir das contribuições de Dermeval Saviani (1989), compreender as ações do Fanfiction na Escola, com foco em suas estratégias, ferramentas e potencialidades. Durante o processo de sistematização foi possível identificar que o Fanfiction na Escola tem o trabalho de produção de textos e imagens como princípio educativo, encontrando nas fanfics e outras produções de fã suas principais ferramentas de atuação, reconhecendo estas como transcriação a partir das reflexões de Campos (2006) e propícias ao uso da estratégia de cena modelo como gatilho criativo. Ademais, o processo de sistematização possibilitou a adoção da metodologia de projetos, a partir de uma apropriação crítica explicitada por Bemvindo (2018), e a inserção do projeto em programas de extensão universitária, incorporando a extensão as características centrais do Fanfiction na Escola. Ao fim da sistematização, guiada pelas orientações de Oscar Jara Holliday (2006), a pesquisa resultou na construção do documento de estruturação do projeto, com o objetivo de fomentar a execução desta ação que visa o desenvolvimento social a partir do trabalho de construção de produtos culturais assumidamente advindos de outros produtos já existentes e que são objeto de admiração e desejo de seus educandos-educadores.

 

Data e horário:  05/02/2024 – 14:00

 

Local: https://meet.google.com/yfx-dwgm-tgb

 

Banca:

Paulo Cezar Maia (Orientador) - Titulação: UFRJ (videoconferência)

Carlos Eduardo de Barros Moreira Pires – Titulação: USP (videoconferência)

Eleonora Ziller Camenietzki - Titulação: UFRJ (videoconferência)

Fabiana da Silva Campos Almeida - Titulação: UFRJ (videoconferência)

 

 

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A APLICAÇÃO DE UM JOGO DE TABULEIRO HUMANO PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA.

Uma pesquisa-ação na Escola Municipal Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro.

 

Lynna Toni Fuly

 

Resumo:

A busca por recursos didáticos diversificados para o ensino tem se tornado uma prioridade na educação. Reconhece-se que, para um ensino verdadeiramente eficaz e significativo, é imprescindível explorar e experimentar novas abordagens visando aprimorar o aprendizado dos alunos. Diante disso, a utilização de jogos emerge como uma estratégia pedagógica promissora. Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho foi investigar a aplicação de um jogo de tabuleiro humano para abordar os conceitos da disciplina de Ciências associado a temática transversal da Educação Ambiental Crítica em uma escola na cidade do Rio de Janeiro. A abordagem, centrada na pesquisa-ação, foi enriquecida pela participação ativa dos professores e alunos da Escola Municipal Pedro Ernesto, através da observação participante e de discussões em grupo. O jogo de tabuleiro humano é projetado com o objetivo de engajar os alunos em questões de Educação Ambiental Crítica, estimulando a reflexão, o diálogo e a ação em relação a problemas ambientais locais e globais. Durante o estudo a pesquisadora observa e documenta como o jogo é implementado na prática, quais são os impactos percebidos na compreensão e na atitude em relação à Educação Ambiental. Os resultados da pesquisa revelam percepções sobre a eficácia do jogo como uma ferramenta para promover a Educação Ambiental Crítica, identificando aspectos positivos e desafios encontrados durante a implementação. Além disso, o estudo contribui para o desenvolvimento de estratégias e práticas educacionais que possam ser utilizadas para abordar questões ambientais de forma mais participativa e engajadora. Em suma, a pesquisa investiga o potencial do jogo de tabuleiro humano como uma abordagem inovadora para assuntos ligados ao tema, oferecendo uma bagagem epistemológica para educadores, pesquisadores, formuladores de política pública interessados em promover uma consciência ambiental mais ativa e responsável entre os educandos. Durante os meses de pesquisa junto às turmas de 4° e 5° anos do Ensino Fundamental, realizada no ambiente dinâmico da escola pública e envolvendo 85 alunos, o estudo revelou potencial transformador do jogo de tabuleiro humano como uma ferramenta educativa inovadora. Esta abordagem emergiu como uma oportunidade valiosa para fomentar práticas educativas centradas no protagonismo infantil, permitindo uma aprendizagem mais contextualizada e significativa. Ao longo deste processo, os educandos se tornaram agentes ativos da construção do conhecimento, enriquecendo suas experiências educacionais de maneira notável.

 

Data e horário:  07/03/2024 – 10:30

 

Local:

Centro de Tecnologia UFRJ - Sala: D 215

 

Banca:

Heloisa Teixeira Firmo (orientadora)

Monica Pertel (coorientadora)

Ana Lucia Vendramini

Renan Finamore Gomes da Silva

Patrícia Raquel Barone

 

 

 

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A HORTA ESCOLAR COMO INSTRUMENTO ECOPEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, DA INTERDISCIPLINARIDADE E DA TRANSVERSALIDADE. ESTUDO DE CASO NA ESCOLA MUNICIPAL PEDRO ERNESTO, NO RIO DE JANEIRO.

 

Yayenca Yllas Frachia

 

Resumo: 

A busca por metodologias inovadoras e eficazes de ensino tem se tornado uma prioridade na educação, especialmente no contexto de retomada das aulas presenciais após os desafios impostos pela pandemia da Covid-19. Nesse cenário, a combinação da horta agroecológica e pedagógica, que implemente metodologias de ensino ativas, apresenta-se como uma proposta relevante no contexto educacional. Sendo assim, o projeto realizado em colaboração com a Escola Municipal Pedro Ernesto no Rio de Janeiro tem como objetivo evidenciar o potencial da horta escolar como espaço ecopedagógico para o ensino e a aprendizagem. Sua abordagem, centralizada na pesquisa-ação, foi complementada pela observação participante e por rodas de conversa. Iniciada em maio de 2021, a pesquisa se estendeu até dezembro de 2023, envolvendo diretamente 350 estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, 11 docentes regentes de turma, a equipe da gestão pedagógica, merendeiras, pessoal de manutenção, colaboradores e as famílias dos educandos. As práticas ecopedagógicas foram baseadas no Planejamento Dialógico Ecopedagógico (PDE), promovendo a integração entre a horta, as salas de aula, o laboratório de Ciências, o refeitório, a sala de leitura, a sala de recursos inclusivos, o colaboratório tecnológico e os lares das crianças. Além de permitir o cultivo de vegetais e o acompanhamento de seus ciclos de vida, a horta estimulou o desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial das crianças. Também promoveu o desenvolvimento do pensamento crítico, do trabalho colaborativo, da resolução de problemas e da sensibilização ambiental. Além disso, motivou o engajamento e a formação da equipe docente para a promoção de práticas pedagógicas interdisciplinares baseadas na agroecologia. As vivências na horta pedagógica sensibilizaram estudantes e docentes sobre alimentação saudável e a preservação da Natureza. A construção coletiva fortaleceu o sentimento de pertencimento e identidade dos participantes com a horta e a escola. Além de contribuir para a disseminação do conhecimento e fomentar novas práticas inovadoras na educação, a metodologia utilizada na pesquisa pode servir de inspiração para outras instituições de ensino adotarem abordagens semelhantes. Em conclusão, ao longo dos 31 meses de pesquisa no chão da escola pública, o estudo demonstrou o potencial desse laboratório vivo a céu aberto para promover práticas onde as crianças sejam protagonistas da ação educativa, conseguindo assim uma aprendizagem mais significativa e contextualizada.

 

Data e horário: 19/12/2023 – 10h

 

Local: Centro de Tecnologia da UFRJ, Bloco D, Sala D215

 

Banca:

Heloisa Teixeira Firmo (orientadora) - COPPE/UFRJ

Heloisa de Camargo Tozato (coorientadora) - USP

Renan Finamore Gomes da Silva - ENSP/Fiocruz

Patrícia Raquel Baroni - PPGE

Gustavo Carvalhaes Xavier Martins Pontual Machado - NIDES/UFRJ

 

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