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Sala I101A (Bloco I, nos fundos do Bloco C), Centro de Tecnologia, Cidade Universitária, Rio de Janeiro, RJ

Telefone

TEL: +55 21 3938-7453

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APRESENTAÇÃO

O projeto de pesquisa-extensão Agriculturas Urbanas na Metrópole do Rio de Janeiro, é resultado de uma parceria entre o Nides/UFRJ, a Ong Germinal e o Observatório das Metrópoles, que compreende a agricultura urbana enquanto um campo de disputa na luta pelo direito à cidade. No contexto metropolitano do Rio de Janeiro - embora menos “agrícola” do que as demais metrópoles brasileiras - há uma significativa diversidade de experiências agroalimentares praticadas por diferentes sujeitos coletivos. Tais iniciativas são responsáveis pela formação de redes de produção e de consumo de alimentos saudáveis que pautam a luta pelo direito de produzir coletivamente a cidade.

O projeto, iniciado em 2022, tem como objetivo visibilizar e fortalecer, por meio da pesquisa militante e da extensão universitária, as experiências urbanas de produção, distribuição e comercialização de alimentos saudáveis na metrópole do Rio de Janeiro, orientadas pelos princípios da agroecologia. Esta construção é desenvolvida por uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais das áreas de humanidades, arquitetura, biologia e audiovisual, dentre professores, pesquisadores de pós-graduação e graduandos de diferentes áreas.

 

OBJETIVOS

Entendendo a agroecologia como um campo de luta pelo bem-viver no campo e na cidade:

Pretende-se expor e refletir coletivamente sobre experiências urbanas de produção, distribuição e comercialização de alimentos saudáveis em curso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, orientadas pelos princípios da agroecologia.Tratam-se de experiências individuais e de diferentes formas de associativismos - associações de agricultores, redes, movimentos sociais e feiras - atuantes no campo da agroecologia na metrópole.

 

HISTÓRICO/ATUAÇÃO

O mapeamento e o levantamento de experiências são os principais instrumentos metodológicos utilizados, permitindo a compreensão coletiva de cada experiência e a correlação entre elas. No primeiro momento, foram compiladas e identificadas atividades a partir da troca de conhecimentos com coletivos e movimentos agroecológicos na metrópole. O conteúdo está exposto na plataforma digital Agriculturas Urbanas no Rio de Janeiro (https://www.agriculturaurbanarj.org/), que reúne vídeos, mapas e imagens sobre agricultores, grupos, redes, feiras e movimentos sociais envolvidos no movimento agroecológico na região metropolitana do Rio de Janeiro. O site é fruto do acúmulo do trabalho de pesquisa realizado até o momento. Esta tem como objetivo dar visibilidade às transformações urbanas, reais e potenciais que essas práticas coletivas produzem na direção da democratização da cidade e os desafios postos para que se tornem uma força coesa na disputa pelo fundo público. A divulgação e o acervo online das experiências buscam, especialmente, fortalecer as iniciativas coletivas existentes, que incluem associações locais de agricultores familiares, redes de produtores e consumidores, e movimentos nacionais de trabalhadores rurais.

Essa sistematização permite a compreensão de como a agricultura está cada vez mais inserida no contexto urbano e possibilitará proposições teóricas e práticas para promover o empoderamento das práticas, o exercício da cidadania e a construção coletiva de políticas públicas. Além disso, a plataforma torna-se um espaço para democratizar o acesso e incentivar, enquanto desdobramentos do projeto, a produção de cartilhas didáticas sobre políticas públicas voltadas para a agricultura familiar.

 

EQUIPE

 

Luciana Correa do Lago  http://lattes.cnpq.br/7108658702390112 

Pesquisadora-professora. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (1983), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela mesma Universidade (1990) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1998). É professora aposentada do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR)/UFRJ, pesquisadora da rede nacional Observatório das Metrópoles e professora permanente no Programa de Pós-Graduação de Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES)/UFRJ . Desenvolve pesquisas e projetos de extensão nas áreas de Economia Solidária e Política Urbana, com ênfase nos seguintes temas: trabalho e território, autogestão urbana, economia popular e solidária, movimento social e tecnologia social.

Fernanda Petrus do Prado Silva: http://lattes.cnpq.br/5383090180619081 

Pesquisadora. Doutoranda na Universidade de Coimbra (Programa de Doutoramento em Arquitetura/ Centro de Estudos Sociais-CES). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2015) e mestrado em Urbanismo pelo Programa de Pós-graduação em Urbanismo-Prourb/FAU-UFRJ (2019). É integrante do Núcleo de Solidariedade Técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Soltec/NIDES/UFRJ), da rede Observatório das Metrópoles (IPPUR/UFRJ) e do Grupo de Estudos sobre Economia Solidária do CES (ECOSOL/CES). Desenvolve pesquisas e projetos de extensão universitária com ênfase nos seguintes temas: autogestão urbana; economia popular solidária, movimentos sociais e direito à cidade.

Gabriel Souza Bastos : http://lattes.cnpq.br/4088965526943940 

Pesquisador-doutor pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ) e tem título de mestre pela mesma instituição. Tem licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Possui experiência de docência no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente, presta serviços de pesquisa para a Germinal - Assessoria, Terra, Trabalho e Educação. Seus principais interesses de pesquisa são memória coletiva sobre a repressão camponesa durante a ditadura empresarial-militar; conflitos por terra, movimentos sociais camponeses e economia política da agricultura.Atualmente, é bolsista DTI-B do CNPq, atuando como pesquisador no projeto "Anuários das Agriculturas Metropolitanas: um olhar sobre as regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Rio de Janeiro".

Luisa Albuquerque Ferrer Pinheiro (Mushu)  http://lattes.cnpq.br/8551417431080900 

Pesquisadora-mestranda. Graduada no Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e atualmente finalizando o Mestrado no Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES), também na UFRJ. Foi participante ativa do Projeto de Extensão Capim Limão e co-fundadora e participante ativa do Projeto CASA UFRJ. Trabalhou como estagiária e pesquisadora na AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar no Programa de Agricultura Urbana, bem como na Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) como pesquisadora territorial e comunicadora regional do sudeste. Trabalha no "Projeto Agricultura urbana agroecológica, direito à cidade e promoção da saúde: intercâmbios para o fortalecimento de práticas e redes", uma parceria da Agenda de Saúde e Agroecologia/Fiocruz e o Coletivo Nacional de Agricultura Urbana (CNAU) anteriormente enquanto articuladora territorial do Rio de Janeiro, e atualmente enquanto Secretária Executiva do Coletivo Nacional de Agricultura Urbana (CNAU) que compõe a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). De forma voluntária e militante é participante ativa contribuindo para construção e fortalecimento do Programa de Extensão Rede de Agroecologia da UFRJ (ReAU), da Rede Carioca de Agricultura Urbana (Rede CAU), da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), e da Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil (REGA Brasil). Pesquisa agriculturas e redes agroecológicas na metrópole do Rio de Janeiro com a Germinal Assessoria Terra, Trabalho e Educação.

Rodrigo Leitão Garcia  http://lattes.cnpq.br/3218859953845958 

Pesquisador em Estudos de Conflitos Agrários no campo brasileiro e na América Latina. Posteriormente, aprovado no processo seletivo simplificado para o provimento de vagas para o Censo Agropecuário, atuou como Analista Censitário de Geoprocessamento no IBGE . Lá atuou na área de geoprocessamento elaborando mapas temáticos e análises espaciais em QGIS; desenvolveu, também, consultas a bancos de dados e rotinas na linguagem Python. Participou ainda na elaboração de material didático e na execução de treinamento de equipes de diversos estados visando o Censo Demográfico 2020 e as pesquisas amostrais, em especial a PNAD-C.

Laura Barroso Pechman  http://lattes.cnpq.br/8698897680593350 

Responsável pelo audiovisual da pesquisa. Graduada em Cinema pela Universidade Paris Diderot- Paris 7 (2015) e mestrado em Culturas Visuais pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova da Lisboa- FCSH (2018). Tem experiência na área de Documentário e Antropologia, com ênfase em Antropologia Visual e Indigenismo

Layssa Ramos Maia de Almeida http://lattes.cnpq.br/7095630608021526 

Doutoranda em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ). Possui graduação (2017) em Defesa e Gestão Estratégica Internacional (IRID/UFRJ) e mestrado (2019) em Tecnologia para o Desenvolvimento Social (NIDES/UFRJ) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É pesquisadora-extensionista do Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC/UFRJ) e atua, por meio de pesquisas e projetos de extensão universitária, nos seguintes campos: assessoria à gestão de coletivos de produção e comercialização em assentamentos da reforma agrária; luta por terra e território; democracia participativa e políticas públicas.

Karine de Amorim de Lima  http://lattes.cnpq.br/8184141389742949 

Bolsista-extensionista. Graduanda em Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ, participou do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) desde 2020, oferecendo assessoria técnica ao projeto Ocupação Solano Trindade do MNLM. Fui pesquisadora bolsista no projeto de mapeamento afetivo da cidade do Rio de Janeiro pelo Grupo GAE do PROARQ (2020-2022). Desde 2024, atua como extensionista no grupo de pesquisa Agricultura Urbana do Soltec/NIDES/UFRJ.

Luciana Lourenco Operti  http://lattes.cnpq.br/6302496688350143 

Colaboradora. Graduada em Abi - Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense(1999) e graduação em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(2008).

 

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

 

BASTOS, G. S.; PECHMAN, L. B. ; LAGO, L. ; FERRER, L. ; PETRUS, F. ; ALMEIDA, L. . Agroecologia e a luta pela terra no campo e na cidade. 2023. (Outro). 

PETRUS P. SILVA, Fernanda; HENRIQUES, F. C. ; ALVEAR, C. A. S. ; ARAUJO, F. S. ; COSENZA, M. . III Curso Curso de Formação: Extensão Tecnologia e Participação. 2020. (Outro).

PETRUS, F. ; PINHEIRO, L. A. F. ; LAGO, L. C. ; BASTOS, G. ; PECHMAN, L. . Agroecologia e a Luta pela Terra no Campo e na Cidade. 2023 (Curso de curta duração ministrado/ Extensão) . 

PINHEIRO, L. A. F.. 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA): Agroecologia na Boca do Povo. 2023. (Congresso).

 

PUBLICAÇÕES E PRODUÇÕES

 

PETRUS P. SILVA, Fernanda; LAGO, L. C. ; FERRER, L. . Agricultura urbana e o direito à cidade. In: Luiz César de Queiroz Ribeiro; Marcelo Gomes Ribeiro. (Org.). Reforma Urbana e Direito à Cidade: Rio de Janeiro. 1ed.Rio de Janeiro: Letra Capital, 2022, v. 15, p. 99-117.

LAGO, L. C. (Org.) ; MELLO, I. Q. (Org.) ; PETRUS P. SILVA, Fernanda (Org.) . Da cooperação na cidade à cidade cooperativa. 1. ed. Marília: Lutas Anticapital, 2020. v. 1. 343p .

PECHMAN, L. ; PINHEIRO, L. A. F. ; PETRUS, F. . Agriculturas na Metrópole do Rio de Janeiro. 2023 (Desenvolvimento de Material didático ou instrucional - vídeo educacional) .

BASTOS, G. S. Memória e Resistência Camponesa em Tempos de Repressão na Baixada Fluminense. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Instituto de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, p. 372. 2022. 

 

Este projeto é dividido em duas regiões:

Norte

Nesta região o projeto busca atender a demanda de contribuir para estruturação de duas ferramentas de fortalecimento da agricultura familiar - equipe de assessoria técnica e escritório de comercialização - que têm por objetivo apoiar dois processos fundamentais da dinâmica desse grupo - a produção e a comercialização. Sua atuação se dá na tentativa de realinhamento dessas dimensões, trabalhando as dificuldades e limites encontrados nesse percurso.

A região Norte abrange parte dos municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira e São João da Barra, e conta com 11 assentamentos e 1 acampamento, onde estima-se que se encontram cerca de 970 famílias assentadas. Nessa região, a proposta é atuar com 3 assentamentos, Josué de Castro, Dandara dos Palmares e Zumbi dos Palmares (Núcleo V), onde estão assentadas cerca de 160 famílias, além do acampamento Cícero Guedes.

Lagos

Nesta região o projeto visa fortalecer as organizações e a produção agrícola dos territórios da Reforma Agrária na região Lagos do Rio de Janeiro, mais especificamente, atuando no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Osvaldo de Oliveira em Macaé, com o objetivo de apoiar e fortalecer a produção local. Nesse sentido, busca-se oferecer assistência técnica para aprimorar a qualidade e eficiência das atividades agrícolas no assentamento. O projeto também foca na melhoria da gestão e da organização dos assentamentos, facilitando a comercialização dos produtos no mercado com a elaboração de editais e propostas voltadas à comercialização de alimentos para programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e garantindo melhores condições econômicas para as famílias assentadas, contribuindo para a autonomia e consolidação desses territórios.

 

Projeto em execução. Para mais informações: https://www.instagram.com/tgaraoficial/

Visita Roseli 23 09 241Breve apresentação do projeto

O projeto de extensão Tecnologia Social em Assentamentos da Reforma Agrária (TecSARA) faz parte do Programa de Extensão Tecnologia e Gestão em Assentamentos da Reforma Agrária (TGARA), fruto do Núcleo de Solidariedade Técnica (Soltec/UFRJ) e do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social. Tem como objetivo principal fortalecer o projeto da Reforma Agrária Popular no Estado do Rio de Janeiro entre os Movimentos Sociais no Campo e a Universidade por meio da troca de experiências e assessoria técnica visando a autonomia em saneamento, energia e habitação. A atuação do projeto se dá através de cursos de formação crítica em sistemas técnicos, tendo como base as metodologias participativas de Educação Popular e Pesquisa-Ação, visando o desenvolvimento de tecnologias sociais e sustentáveis para os territórios. Atualmente, o projeto TecSARA é composto por uma rica participação de  estudantes de graduação e de mestrado e professores das áreas de Engenharia Ambiental, Mecânica, Gestão Pública e Gastronomia.

 

 

Histórico

1 Formacao Cacir TecsaraA primeira experiência do projeto foi um Curso de Formação Crítica em Sistemas Técnicos de Energia no Assentamento Irmã Dorothy (Quatis/RJ), em 2017. O curso surgiu como uma demanda do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/RJ) devido às condições precárias de infraestrutura nos assentamentos e acampamentos do estado do Rio de Janeiro. No âmbito do curso, foram realizadas diversas discussões sobre o tema da energia e foi desenvolvido, junto aos assentados, um protótipo pedagógico de um sistema fotovoltaico.

No 2º semestre de 2018 até julho de 2019, houve a realização de um Curso de Formação Crítica em Sistemas de Saneamento Ecológico, vinculado à Unidade Pedagógica de Agroecologia do Acampamento Edson Nogueira (Macaé/RJ). O curso contou com a participação de diversos trabalhadores rurais, tanto do acampamento quanto do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Osvaldo de Oliveira, um assentamento que fica em Córrego do Ouro (Macaé/RJ). Através das discussões e práticas do curso, foi desenvolvido um sistema de tratamento de efluentes para a cozinha coletiva do acampamento.

Além disso, o projeto TecSARA se ergueu por uma forte parceria com o projeto CaCi, principalmente no âmbito da formação sobre os temas afins aos projetos, como extensão, pesquisa-ação, educação popular, reforma agrária, agroecologia, soberania alimentar, entre outros.  A criação de um espaço conjunto de formação permitiu também algumas visitas a espaços físicos da Reforma Agrária, como a Escola Nacional Florestan Fernandes, o Espaço Terra Crioula, acampamentos e assentamentos do estado do RJ. 

Um dos frutos dessa formação é a organização da Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária (JURA) no Centro de Tecnologia da UFRJ. O evento faz parte de uma articulação nacional de diversas universidades com o objetivo de trazer a pauta da reforma agrária popular para dentro do ambiente acadêmico, além de temas mais específicos, como, por exemplo, o papel da tecnologia no fortalecimento da agricultura familiar.

 

 

Objetivos

Desenvolver tecnologias sociais, consolidar o conhecimento científico da universidade na prática, aproximar o campo e a cidade, fortalecer a agricultura familiar e a reforma agrária, troca de saberes, promoção do direito humano e civil à água e ao saneamento.

 

Ações atuais

Visita Roseli 23 09 242Hoje o projeto se estrutura a partir de três linhas de ação:

 

  • Diálogo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: a equipe do projeto busca estar a par com as lideranças do Movimento no Estado do Rio de Janeiro e promover oficinas críticas nos assentamentos sempre que uma demanda é posta. A promoção da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária está dentro do escopo anual de atuação e os membros buscam trazer os debates para dentro do local de estudo a partir das diferentes formas de se tratar reforma agrária, como povos originários e outros movimentos sociais.

 

  • Comunicação: a equipe vem trabalhando na produção de materiais para divulgação, para dentro e para fora da academia, do conjunto de ações desenvolvidas pelos assentados e dos aprendizados elaborados a partir do nosso diálogo com essas experiências. Participamos com frequência dos Encontros de Engenharia e Desenvolvimento Social (EREDS/ENEDS), e buscamos ampliar nossos espaços de trocas e reflexão.

 

  • Formação da equipe: formação contínua da equipe diante de temas que engrandecem nossas atuações para fora dos muros da universidade, como economia solidária, autogestão, agroecologia, abastecimento da cidade, reforma agrária popular, saneamento ecológico rural, e qualquer outro tema que se encontre permeado pelas ações.

 

Publicações

ADDOR, Felipe et al. A ATUAÇÃO EXTENSIONISTA DO SOLTEC/UFRJ JUNTO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO CAMPO. In: 1º Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade - São Paulo, 2019. Disponível em: <https://www.doity.com.br/anais/engenhariaesociedade/trabalho/89467>. Acesso em: 03/11/2020 às 22:58

 

LYRA, Rubens Marcellino; FRANCO, Nelson Andrés Ravelo; GELIO, Marcella Moraes Peregrino. PESQUISA-AÇÃO E EDUCAÇÃO POPULAR: CONTRIBUIÇÕES A PARTIR DE CURSOS DE EXTENSÃO EM SISTEMAS TÉCNICOS EM ASSENTAMENTOS RURAIS. In: 1º Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade - São Paulo, 2019. Disponível em: <https://www.doity.com.br/anais/engenhariaesociedade/trabalho/89409>. Acesso em: 03/11/2020 às 22:59

 

MATTOS, C. A. de S.; GELIO, M. M. P.; LIMA, R. O. de; ADDOR, F. Tecnologia social e reforma agrária: reflexões a partir do curso de formação crítica em sistemas de saneamento ecológico. Revista Terceira Margem Amazônia, v. 6, n. 14, p. 14-29, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.36882/2525-4812.2020v6i14p103-119

 

FRANCO, Nelson Andrés Ravelo. Contribuições da Educação Popular e da Pesquisa Ação à Adequação Sociotécnica: estudo de caso de um curso na extensão. 2018. 144 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Mestrado Profissional em Tecnologia Para O Desenvolvimento Social, Núcleo Interdisciplinar Para O Desenvolvimento Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: . Acesso em: 05 mar. 2019. 

 

MEIRELLES, Anna Beatriz Sathler; LOPES, Beatriz dos Prazeres, FINAMORE, Renan. Tecnologia social, saneamento ecológico e assentamos da reforma agrária: experiência do projeto TecSARA. 2023. v. 18 n. 1 (2023): Anais do XVIII Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social. Disponível em: <https://anais.eneds.org.br/index.php/eneds/issue/view/19>. Acesso em: 25/01/2023 às 01:40.

 

MEIRELLES, Anna Beatriz Sathler et al.. Tecnologia social, saneamento ecológico e assentamos da reforma agrária: experiência do projeto TecSARA. 2023. IX Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento Social Sudeste. Disponível em: <https://eneds.org.br/ereds/ix-ereds-sudeste-campinas-2023/>. Acesso em: 23/10/2024.

 

LOPES, Beatriz dos Prazeres et al.. TECNOLOGIA SOCIAL E SANEAMENTO ECOLÓGICO EM ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA DO RIO DE JANEIRO: A EXPERIÊNCIA DO TECSARA.. In: Anais do 1º Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Centro de Tecnologia da UFRJ, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1_SEPETS/697729-TECNOLOGIA-SOCIAL-E-SANEAMENTO-ECOLOGICO-EM-ASSENTAMENTOS-DA-REFORMA-AGRARIA-DO-RIO-DE-JANEIRO--A-EXPERIENCIA-DO-. Acesso em: 23/10/2024

 

Equipe

 

Felipe Addor (coordenação)

Professor do NIDES.

 

Beatriz Lopes (bolsista)

Graduanda em Engenharia Mecânica (UFRJ)

Desde 2021.

 

Elayne Araújo (voluntária)

Graduanda em Engenharia Ambiental (UFRJ) 

Desde 2024. 

 

Ana Júlia Ferreira (voluntária)

Graduanda em Engenharia Ambiental (UFRJ)

Desde 2024.

 

Júlia da Silva Evangelista (voluntária)

Graduanda em Engenharia Ambiental (UFRJ)

Desde 2024.

 

Emanuellen  (voluntária)

Graduanda em Engenharia Ambiental (UFRJ)

Desde 2024.

 

Anna Beatriz Meirelles (voluntária)

Graduanda em Engenharia Ambiental (UFRJ)

Desde 2019.

 

Sofia Brasil Benassi (voluntária)

Graduanda em GPDES (Gestão Pública Para Desenvolvimento Econômico e Social) (UFRJ)

Desde 2024.

 

Gabriela Vidori  (voluntária)

Mestranda em Tecnologia Para o Desenvolvimento Social (UFRJ)

Desde 2024.

 

João Gabriel Barbosa  (voluntário)

Graduando em Engenharia Mecânica (UFRJ)

Desde 2024.

 

RELATO DE EXPERIÊNCIA 

 

Beatriz Lopes: 

 

Minha participação dentro do projeto e em conjunto com todos os outros que compõem o Núcleo me trouxe vida ao atender necessidades próprias de aprofundar o conhecimento prático da sociedade e da busca de enxergar a produção tecnológica de outras formas. A gama de universidades, movimentos, professores e técnicos, redes tecidas e de estudantes engajadas me deram uma casa de acolhimento, óculos de ampliar a visão, livros repletos de conhecimentos e críticas e campos de infinitos trocas. 

Ao encarar a máxima de Paulo Freire quando diz que a cabeça pensa onde os pés pisam, pude sentir as transformações pelas experiências multifacetadas que foram proporcionadas externamente e internamente. Ao dialogar com o movimento social dos trabalhadores rurais sem terra, a questão agrária me saltou aos olhos como uma descoberta, e o espanto deu lugar à vontade de abrir a mata fechada com facões e machados. Foi com muito debate, pessoas, tempo e formações que fui entendendo como poderia, pessoalmente, usar do meu corpo, tempo e técnica para fortalecer a luta pelo acesso digno a terra. Atualmente, enquanto coordenadora, tento passar a importância e o encanto à frente.

Aprender a caminhar entre teoria-prática-teoria, num percurso que se asfalta enquanto abre os caminhos, formando base de conhecimentos sólidos, conexões interpessoais íntimas e parcerias de trabalho em âmbito nacional são os temperos que me formam como engenheira diferenciada. Me sinto verdadeiramente sortuda por ter nutrido tamanha conexão entre os territórios e as pessoas, mas sei que esse caminho não precisa ser de sorte, mas de oportunidades. A faculdade pública ainda há de resistir e seguir abrindo caminhos.

 

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O Tecnologia e Gestão em Agroecologia e Assentamentos da Reforma Agrária, carinhosamente batizado de Tangará, faz parte do programa de extensão, ensino e pesquisa Soltec (Núcleo de Solidariedade Técnica) e do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social ( NIDES/UFRJ), que é um Órgão Suplementar do Centro de Tecn

ologia da UFRJ, tendo como principal parceiro de articulação o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Com foco no apoio às ações dos territórios e agentes parceiros, o Tangará realiza um trabalho de assessoria técnica unido as práticas da extensão universitária, dividido em três frentes: Produção, Comercialização e Energia, além de outras frentes que auxiliam a gestão dos seus recursos, a comunicação externa, divulgação científica e produção acadêmica.

O Tangará é composto atualmente por projetos fomentados por emenda parlamentar que possuem duração média de 1 ano e por três projetos fixos de extensão, que também são parte do Soltec, que são: o Tecnologias da Informação e Comunicação, Democracia e Movimentos Sociais - TICDEMOS, o  Tecnologia Social em Assentamentos da  Reforma Agrária - TECSARA e o Campo-Cidade: fortalecendo coletivos de trabalho da reforma agrária - CACI.

Os recursos das emendas são executados com o apoio da Fundação Universitária José Bonifácio - FUJB. As principais temáticas do Tangará são: tecnologia social, gestão participativa, assessoria técnica, a luta pela reforma agrária popular, agroecologia e construção de metodologias participativas dialógicas e populares para o trabalho com o campo junto a movimentos sociais.

 

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Para acessar o acervo de produções do Tangará conheça a Estante Tangará! 

 

A HISTÓRIA

Os movimentos sociais do campo têm se dedicado, ao longo do tempo, à construção de variadas estratégias para melhorar a vida da população rural e religar, de maneira orgânica, campo e cidade. A aposta em caminhos como a cooperação no trabalho produtivo, a transição para a agroecologia, a criação de circuitos curtos que aproximam produtores e consumidores e a formação política e técnica de suas bases, representam muito bem o direcionamento escolhido.

Nesse último elemento, destacam-se as parcerias feitas com universidades em todos os cantos do país para desenvolver projetos e cursos de extensão, licenciaturas do campo, cursos de graduação em modalidade de alternância, e outras alternativas para qualificar as/os trabalhadoras/es rurais do país em suas tarefas de produção e de comercialização, mas também em sua alfabetização e aprofundamento técnico e político sobre a realidade da situação agrária brasileira.

No contexto dessas parcerias, em 2014, o Núcleo de Solidariedade Técnica (Soltec), foi procurado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para desenvolver um trabalho de assessoria técnica à gestão da produção e da comercialização de uma cooperativa, chamada COOPATERRA, localizada no assentamento Terra Prometida, na Baixada Fluminense. Ali, deu-se início a uma estratégia de atuação participativa e dialógica entre movimento social e universidade que já perdura por 10 anos. Inicialmente, foram realizados dois cursos de extensão registrados na UFRJ, nos períodos de 2015-2016 e 2017-2018 e a criação de um projeto de extensão, envolvendo estudantes de graduação, técnicos e professores.

Também em 2014 surge o projeto Campo-Cidade: fortalecendo coletivos de trabalho da reforma agrária (CaCi), que desenvolve ações em diálogo com os agricultores familiares residentes em assentamentos da Reforma Agrária, organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-RJ), tendo como objetivo assessorar a gestão e produção de coletivos de assentamentos do estado, além de elaborar ferramentas de apoio à gestão financeira e organizacional dos espaços de comercialização dos produtos da reforma agrária. Em sua atuação, o projeto conta com alunos de diferentes cursos de graduação, além de professores e estudantes de pós-graduação, cenário que proporciona a interdisciplinaridade e fortalece a interação dos estudantes com outras áreas do conhecimento.

Em 2017 surge o Tecnologia Social em Assentamentos da Reforma Agrária (TecSARA). A primeira experiência do projeto foi um Curso de Formação Crítica em Sistemas Técnicos de Energia no Assentamento Irmã Dorothy (Quatis/RJ). O curso surgiu como uma demanda do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/RJ) devido às condições precárias de infraestrutura nos assentamentos e acampamentos do estado do Rio de Janeiro. No âmbito do curso, foram realizadas diversas discussões sobre o tema da energia e foi desenvolvido, junto aos assentados, um protótipo pedagógico de um sistema fotovoltaico.

No 2º semestre de 2018 até julho de 2019, houve a realização de um Curso de Formação Crítica em Sistemas de Saneamento Ecológico, vinculado à Unidade Pedagógica de Agroecologia do Acampamento Edson Nogueira (Macaé/RJ). O curso contou com a participação de diversos trabalhadores rurais, tanto do acampamento quanto do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Osvaldo de Oliveira, um assentamento que fica em Córrego do Ouro (Macaé/RJ). Através das discussões e práticas do curso, foi desenvolvido um sistema de tratamento de efluentes para a cozinha coletiva do acampamento.

Além disso, o projeto TecSARA se ergueu por uma forte parceria com o projeto CaCi, principalmente no âmbito da formação sobre os temas afins aos projetos, como extensão, pesquisa-ação, educação popular, reforma agrária, agroecologia, soberania alimentar, entre outros.  A criação de um espaço conjunto de formação permitiu também algumas visitas a espaços físicos da Reforma Agrária, como a Escola Nacional Florestan Fernandes, o Espaço Terra Crioula, acampamentos e assentamentos do estado do RJ. 

Um dos frutos dessa formação é a organização da Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária (JURA) no Centro de Tecnologia da UFRJ. O evento faz parte de uma articulação nacional de diversas universidades com o objetivo de trazer a pauta da reforma agrária popular para dentro do ambiente acadêmico, além de temas mais específicos, como, por exemplo, o papel da tecnologia no fortalecimento da agricultura familiar.

Já em 2019, essa parceria ganhou novos contornos e atores, a partir da implementação de projetos financiados por emendas parlamentares obtidas pela articulação do MST/RJ e pela extensão da parceria a um outro núcleo da UFRJ, o Laboratório Interdisciplinar de Tecnologia Social (LITS), da UFRJ/Macaé, e o Departamento de Engenharia de Produção da UNIRIO.

Desde então, já foram realizados e concluídos quatro projetos nesse formato, todos com o objetivo central de apoiar e fortalecer as atividades de produção e comercialização coletivas organizadas nos acampamentos e assentamentos de reforma agrária no estado do Rio de Janeiro.

No dia 10 de fevereiro de 2020, nasce o Tecnologia e Gestão em Assentamentos da Reforma Agrária, inicialmente conhecido como TGARF, um programa interdisciplinar que articula extensão, pesquisa e ensino no trabalho com movimentos sociais do campo, buscando fortalecer a agricultura familiar, a partir das perspectivas metodológicas da Tecnologia Social e da Pesquisa-Ação, reunindo os três projetos CaCi, TecSARA e o TICDEMOS (antigo TIFS), compartilhando o objetivo de construir tecnologias e ferramentas adequadas às demandas dos agricultores familiares assentados, de forma dialógica e participativa. O programa se formalizou por necessidades burocráticas, mas manteve o vínculo com o programa Soltec de onde se originam seus projetos permanentes.

Dessa maneira, a atuação dos três projetos que compõem o programa visa o fortalecimento dos coletivos de trabalho dos agricultores familiares no âmbito da gestão da produção e da comercialização, melhorando as condições de trabalho e renda, além da melhoria nas condições de habitação nos assentamentos de reforma agrária, em especial no campo da produção e gestão, das tecnologias da informação e da energia.

No final de 2022, com a parceria e métodos de trabalho coletivos consolidados e, diante de uma situação inédita, em que três emendas parlamentares seriam disponibilizadas para continuidade das ações, pensamos conjuntamente em três frentes de atuação, capazes de dar conta dos principais desafios daquele momento. 

A primeira frente teria um foco mais localizado nos assentamentos da Região Sul Fluminense, buscando dar mais corpo ao seu coletivo de comercialização, e estruturar um planejamento de produção e comercialização baseado em sistemas produtivos prioritários. A segunda frente seria de âmbito estadual, mais focada na comercialização, com o objetivo de criar uma equipe para qualificar as famílias assentadas para acessar as políticas públicas de mercados institucionais de compras de alimentos e dar maior robustez a uma política de comercialização estadual.

Por fim, a terceira frente atuaria mais diretamente nos espaços físicos de comercialização de alimentos, o Armazém do Campo, organizado pelo MST/RJ, e o Raízes do Brasil, conduzido pelo MPA/RJ, buscando fortalecer também a articulação entre as lutas e objetivos dos dois movimentos. Essa nova configuração demandou uma distribuição do corpo central da equipe do projeto entre as três frentes, além de ter inaugurado uma forma de trabalho com novos membros, que ainda está sendo formulada e adaptada.

Em 2023/2024 o Tecnologia e Gestão em Assentamentos da Reforma Agrária passa a ser conhecido como TGARA, ganhando uma logo e uma identidade visual que surgiu durante a construção do trabalho dialógico com o Coletivo Alaíde Reis formado por famílias dos assentamentos do MST na Região Sul Fluminense: Roseli Nunes e Terra da Paz, ambos no município de Piraí.

As referências para o desenvolvimento da identidade visual do programa foram as obras de Cândido Portinari, principalmente as que destacam os trabalhadores rurais, o movimento cubista, mais especificamente as obras com uso da técnica de colagem realizadas por Pablo Picasso e também o movimento artístico construtivista russo.

A paleta de cor do programa foi baseada nas cores do MST e também do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), outro movimento social com o qual o TGARA estava atuando na época. Para o símbolo do programa o pássaro Tangará, mais especificamente a fêmea da espécie, a inspiração veio da logo do Coletivo Alaíde Reis e da similaridade do nome TGARA com o nome Tangará.

Na logo do Coletivo Alaíde Reis,  criada por Gabriel Amorim, que participou do Setor de Produção do MST no Estado do Rio de Janeiro, se sobressai  a presença da ilustração do pássaro Tiê-Sangue, ave muito presente na região dos assentamentos da região, segundo os assentados do Coletivo. Inspirada nessa ideia a equipe de comunicação buscou conhecer mais sobre o pássaro Tangará.

Entendendo a luta pela reforma agrária como ponto central nas ações realizadas pelo TGARA, sua íntima relação com a terra e a produção agrícola, além da similaridade de seu nome com a do pássaro tangará, uma ave nativa da América do Sul, principalmente região Sul e Sudeste do Brasil, foi escolhido a ilustração do tangará fêmea para ser o símbolo gráfico do TGARA. 

Sabendo que pássaros são importante agentes na manutenção saudável da terra e do ecossistema, a escolha do tangará se justifica e o uso da imagem da fêmea se apoia na homenagem a importância da figura feminina na luta pela reforma agrária e também na luta pela educação pública de qualidade e pelo uso consciente e dialógico da tecnologia.

 

Ainda no período de 2023-2024, o ainda TGARA executou os seguinte projetos fomentados por emenda parlamentar: 

 

DIAGNÓSTICO PARTICIPATIVO PARA CONSOLIDAÇÃO ORGANIZACIONAL E PRODUTIVA DOS TERRITÓRIOS DE ASSENTAMENTOS DA REFORMA AGRÁRIA NA REGIÃO SUL FLUMINENSE 

 

O projeto teve como objetivo principal aprimorar a organização do trabalho produtivo e a estruturação dos territórios de assentamentos da reforma agrária localizados na região sul do estado do Rio de Janeiro, dando continuidade à construção de ferramentas de fortalecimento da agricultura familiar. Através de estratégias de apoio participativo aos coletivos de agricultores e agricultoras nesta região, espera-se, inicialmente, realizar um diagnóstico participativo da situação atual na região, visando identificar os entraves para a reestruturação das instâncias organizativas. 

 

Somado ao diagnóstico, esse projeto também contribuiu para a organização das estruturas de trabalho do Coletivo Alaíde Reis e para a estruturação da produção e das etapas de comercialização nos territórios, por meio de oficinas de formação para reestruturação do organograma de trabalho do Coletivo e escolha do sistema produtivo focal. Além da sistematização do processo para difusão entre os assentados e implementação no cotidiano; e Seminário de Encerramento. 

 

E teve como um de seus produtos o desenvolvimento e implantação do sistema de registro e controle da produção que consistiu na elaboração de requisitos e desenvolvimento do sistema, testes, implantação e homologação. >>> Saiba mais!



SOBERANIA ALIMENTAR E MOVIMENTOS SOCIAIS NO RIO DE JANEIRO: FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR E DOS CIRCUITOS CURTOS DE COMERCIALIZAÇÃO

 

O objetivo do projeto está em fortalecer a comercialização de produtos agroecológicos no estado do Rio de Janeiro, a partir de dois caminhos: o estudo das condições operacionais e logísticas enfrentadas atualmente pelos agricultores familiares e movimentos sociais campesinos e o apoio à consolidação de dois espaços de comercialização desses produtos na cidade.

 

O projeto realizou um diagnóstico e assessoria a dois espaços de comercialização de movimentos campesinos: Armazém do Campo (MST) e Raízes do Brasil (MPA). Somado ao diagnóstico e a assessoria, o projeto caminha no intuito de produzir subsídios para construção de uma política pública de apoio ao escoamento e comercialização desses produtos, visando contribuir para ampliação da soberania alimentar da população fluminense e o estabelecimento de um forte vínculo entre trabalhadores/as do campo e trabalhadores/as da cidade.

 

Como encaminhamentos buscou-se: (a) priorizar dos campos de assessoria considerando a realidade dos dois espaços, sendo no Armazém do Campo a estruturação e implementação da assinatura de cestas da Rede Terra Crioula e no Raízes do Brasil a sistematização de dados - produção, financeiro e consumidores); (b) definir de possíveis ações de integração podem fortalecer os dois espaços de comercialização (espaços de reflexão coletiva); (c) estabelecer o diálogo com o Estado (apoio na estruturação de política pública para o abastecimento alimentar e estudo acerca das centrais de abastecimento). >>> Saiba mais!

ESTRUTURAÇÃO DE UM ESCRITÓRIO DE COMERCIALIZAÇÃO E ASSESSORIA TÉCNICA PARA CONSOLIDAÇÃO ORGANIZACIONAL E PRODUTIVA DOS TERRITÓRIOS DE REFORMA AGRÁRIA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 

Este projeto é dividido em duas regiões:

 

Norte

 

Nesta região o projeto busca atender a demanda de contribuir para estruturação de duas ferramentas de fortalecimento da agricultura familiar - equipe de assessoria técnica e escritório de comercialização - que têm por objetivo apoiar dois processos fundamentais da dinâmica desse grupo - a produção e a comercialização. Sua atuação se dá na tentativa de realinhamento dessas dimensões, trabalhando as dificuldades e limites encontrados nesse percurso.

 

A região Norte abrange parte dos municípios de Campos dos Goytacazes, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira e São João da Barra, e conta com 11 assentamentos e 1 acampamento, onde estima-se que se encontram cerca de 970 famílias assentadas. Nessa região, a proposta é atuar com 3 assentamentos, Josué de Castro, Dandara dos Palmares e Zumbi dos Palmares (Núcleo V), onde estão assentadas cerca de 160 famílias, além do acampamento Cícero Guedes.

 

Lagos

 

Nesta região o projeto visa fortalecer as organizações e a produção agrícola dos territórios da Reforma Agrária na região Lagos do Rio de Janeiro, mais especificamente, atuando no Projeto de Desenvolvimento Sustentável Osvaldo de Oliveira em Macaé, com o objetivo de apoiar e fortalecer a produção local. Nesse sentido, busca-se oferecer assistência técnica para aprimorar a qualidade e eficiência das atividades agrícolas no assentamento. O projeto também foca na melhoria da gestão e da organização dos assentamentos, facilitando a comercialização dos produtos no mercado com a elaboração de editais e propostas voltadas à comercialização de alimentos para programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e garantindo melhores condições econômicas para as famílias assentadas, contribuindo para a autonomia e consolidação desses territórios. >>> Saiba mais!

 

Em 2025, o Tecnologia e Gestão em Assentamento da Reforma Agrária ganha uma atualização, firmando em seu nome completo o compromisso com a agroecologia, tornando-se: Tecnologia e Gestão em Agroecologia e Assentamentos da Reforma Agrária. Abandonando a rigidez da siglas, o programa ganha carinhosamente o apelido de  Tangará, reforçando a imagem do  pássaro que representa a importância do desenvolvimento de tecnologias e gestão alinhadas harmonicamente a natureza e a luta pelo direito à terra, exaltando o papel do feminino nessa luta na figura da Tangará fêmea (que é toda verde, diferente do tangará macho que é colorido).

As cores vermelho e verde permaneceram como centrais na identidade visual durante o trabalho de rebranding, onde o círculo vermelho no qual pousava a tangará, e que já representava o trabalho contínuo tornou-se mais robusto e aberto simbolizando a circularização do trabalho, porém apresentando uma abertura que não aprisiona a passarinha e traz o nome Tangará integrado ao desenho, sendo alvo do olhar curioso da passarinha, simbolizando o desejo pelo conhecimento e pelo avanço do trabalho proposto. Foi incorporando também um ramo de acerola a arte da logo, fruto apreciado pelos pássaros tangarás e que na arte simboliza a agroecologia e a soberania alimentar.

Com uma nova logo e mantendo a cores centrais, foi construída uma nova paleta de cores e selecionado novos ícones e formas, acompanhado referências artísticas já trabalhadas como as técnicas de colagem, o estêncil do muralismo e a construção de quadros a partir de Portinari, integrando também tendências estéticas atuais das redes sociais.

Ainda em 2025, o Tangará manteve a linha de atuação em três frentes, mas agora divididas entre Produção, Comercialização e Energia, mantendo esse formato em 2026/2027, com foco na região Sul Fluminense e no Armazém do Campo do Rio de Janeiro. Para além da equipe de cada frente, o Tangará conta com uma equipe de Gestão responsável por: gerir os recursos financeiros e humanos do programa e uma equipe de Comunicação responsável por: divulgar os trabalhos realizados pelas três frentes principais, em diferentes canais como redes sociais, eventos, jornais e revistas,

 

Emendas Parlamentares

2019-2020: Emenda Dep. Wadih Damous (nº 38230025) 

capa

   

2021-2022: Emenda Dep. Talíria Petrone (nº 40700020)

FIGURA 3

   

 2021-2022: Emenda Dep. Marcelo Freixo (nº 41600012)

Foto 3

         

2023-2025: Emenda Dep. Talíria Petrone

 

2023-2025: Emenda Dep. Alessandro Molon

EmendaComercializacao

 

2023-2025: Emenda Dep. Marcelo Freixo
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