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Dando início a uma série de entrevistas com os Mestres do Programa de Pós - Graduação de Tecnologia para o Desenvolvimento Social (PPGTDS), conversamos com a Laise, estudante que defendeu a sua dissertação em 2019, sobre a cultura da cervejaria artesanal e políticas públicas. 
 
Laise Buranelli Soarestem MBA em Gerenciamento de Projetos (UCSal), cursou Relações Públicas (UNEB), é Técnica em Edificações (FISS), se tornou Mestre em Tecnologia para o Desenvolvimento Social pelo NIDES/UFRJ em 2019 e hoje atua como assessora de comunicação para uma cervejaria artesanal de Salvador-BA, sua terra natal.
 
 
A escolha do PPGTDS como programa de Mestrado...
 
Como conta Laise, foi procurando por um mestrado que pudesse abarcar  a área de Políticas Públicas, para além do campo sociológico, que encontrou na proposta do PPGTDS, linhas de pesquisa e grade curricular que poderiam oferecer conhecimento e vivência em tecnologia social para além da teoria.
 
Através desta oportunidade, Laise acreditava  também que um mestrado profissional e interdisciplinar estaria mais condizente com a proposta de solução social que  gostaria de apresentar, assim como a carreira que pretendia seguir.
 
O tema central da pesquisa escolhida, então, foi Desenvolvimento Sustentável. Para tanto, Laise utilizou como base outro grande tema:  Políticas Públicas.
 
Explicando de forma breve o seu trabalho, Laise destaca: "tendo me envolvido com os estudos e o empreendimento de cultivo de lúpulo na Região Serrana Fluminense, além da rede de cervejarias artesanais no Estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2017 e 2018, adotei este ramo de atividade como objeto de estudo, o que me levou à dissertação de título APOIO À CULTURA CERVEJEIRA ARTESANAL: PERSPECTIVAS DE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ATRAVÉS DE POLÍTICAS PÚBLICAS LOCAIS, cujos resultados são: uma revisão bibliográfica que percorre desde a história da cerveja no Brasil e no mundo até a formulação e promulgação das mais recentes leis de incentivo à cultura de cerveja artesanal, mapeamento dessa legislação no Brasil, levantamento de pesquisas científicas já concluídas, de estudos do mercado cervejeiro e produtos similares, depoimentos de especialistas e a sistematização de vivências participativas, além de entrevistas com os diversos públicos envolvidos.
 
Como produto final e sistematizado, Laise produziu uma Cartilha Consultiva contendo premissas para a construção ou adequação das Políticas Públicas, a fim de que gerem normas de gestão social correspondentes às expectativas, necessidades e capacidades dos diversos beneficiários, além da possibilidade de evoluir conjuntamente com o mercado."
 
E para finalizar essa entrevista, Laise também conta acreditar que a sua dissertação conseguiu, sim, trazer contribuições para o desenvolvimento social. Isso porque,além de trazer discussões sobre temas amplos, complexos e atuais como o Desenvolvimento Sustentável e as Políticas Públicas, os estudos feitos em campo podem contribuir para o fomento do recente negócio das cervejas artesanais brasileiras. A Cartilha Consultiva, como o nome já diz, seria mais uma fonte, mas apresenta-se, antes de tudo, como instrumento provocador. Ela traz resultados das pesquisas feitas que puderam ser entregues aos públicos envolvidos das cidades de Teresópolis e Nova Friburgo (RJ) e até Salvador - BA (nos anos de 2019 e 2020, o que oportunizou a muitos de seus leitores repensar suas estratégias de sobrevivência contando, inclusive, com as sequelas econômicas da pandemia de Covid-19). Seu produto é portanto, não somente instrutivo, mas permite que seus tópicos possam ser adaptados para diversas realidades, tornando-se mais uma fonte de dados quantitativos e qualitativos para os debates participativos, tão necessários, entre governo, iniciativa privada, instituições de ensino e pesquisa, associações representativas e sociedade.
 
 

image1Novembro é o mês que marca as comemorações da consciência negra e é também o mês em que enfatizamos o quão invisibilizadas e silenciadas são as vozes, as memórias, as conquistas, a resistência, a ciência e a cultura negra, dentro de uma sociedade pautada por estruturas extremamente racistas.

Já estamos finalizando o mês, mas, é justamente por compreender que a luta contra essa invisibilidade deve ser travada durante todos os dias e todos os meses do ano, que o NIDES trouxe para destaque a vivência de três servidores negros, o Vitor, a Marta e o Carlos, no âmbito dos projetos que desenvolvem, dentro da estrutura da universidade e que muito traduzem as suas buscas em honrar as suas próprias histórias e ancestralidades.

 

Vitor Matos, chefe de gabinete do NIDES, contou um pouco de como está sendo todo processo da sua participação nas Comissões de Heteroidentificação da UFRJ. Como sublinha Vítor, a pauta racial, dentro de uma universidade federal brasileira, apresenta diversas demandas específicas, que vinham sendo negligenciadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ao longo dos seus 100 anos. Entretanto, com o advento da Lei federal n° 12.711/2012 (Lei de Cotas) e o decorrente crescimento do número de estudantes negros, o atravessamento de raça ficou cada vez mais evidente no corpo social, fazendo com que as demandas por políticas públicas para a população negra ganhassem força.

Vitor

Vitor Matos

Em detrimento da referida Lei estar em vigor desde 2012, a UFRJ sofria com um alto índice de fraudes às cotas, o que aumentou gradativamente a pressão para que fosse aplicado, em 2020, o procedimento de Heteroidentificação – que diz respeito à avaliação por uma Comissão do caráter fenotípico dos candidatos que se autodeclararam negros na inscrição do SiSU/MEC, confirmando ou não essa autodeclaração. Cabe ressaltar que esse processo também se dá nos concursos públicos para servidores da UFRJ, desde 2017, e para a apuração de fraudes no acesso à graduação, desde 2019. As Comissões Heteroidentificação são formadas de maneira diversa (com homens e mulheres, brancos e negros) e, sempre que possível, paritária quanto aos segmentos do corpo social da UFRJ (servidores docentes, servidores técnico-administrativos e, se para o acesso à graduação, estudantes). Para este trabalho, os componentes das Comissões precisam passar por um curso de formação sobre as relações raciais brasileiras, as Ações Afirmativas para a população negra e sobre a legislação que dá suporte à política de Heteroidentificação.

A fim de construir um espaço para discussão dos temas correlatos às cotas raciais, bem como para pensar e propor ações institucionais afins, foi fundada a Câmara de Políticas Raciais, que coordena o processo de Heteroidentificação, a formação dos futuros membros das comissões e atua em parceria com outros órgãos públicos, oferecendo sua expertise através de cursos, oficinas e palestras. Tudo isso de forma totalmente voluntária.

Fazendo parte de todo esse processo desde seu início, compondo as Comissões de Heteroidentificação e contribuindo nas oficinas e capacitações, Vitor conta perceber o efeito transformador que esta política teve no corpo social da UFRJ. "É notório que a compreensão sobre as especificidades do racismo e sobre as dinâmicas das relações raciais modificou-se, pessoa a pessoa, crescendo assim o compromisso institucional com a pauta antirracista. Pauta esta que ainda encontra muita resistência para seu avanço, especialmente nos colegiados superiores da universidade, mas que envolve a todos que participam das Comissões de Heteroidentificação, fazendo com que passem a ser ativistas da causa racial na UFRJ, com a paixão dos mais ferrenhos militantes".

Marta

Marta Batista

Marta Batista, que atua na Diretoria de Planejamento do NIDES, além de coordenar o projeto de extensão Pré-Vestibular Popular (PVP) Educação para o Desenvolvimento Social, também integra as Comissões de Heteroidentificação. Desde 2018 vem atuando nas comissões responsáveis pelos concursos públicos, mas, a partir de 2021, passou também a atuar no ingresso de graduandos.  Como fala Marta, ver e participar da implementação dessa política na UFRJ tem sido, além de uma experiência, uma responsabilidade muito grandiosa. Os diversos debates, cursos e ações formativas e autoformativas, organizados pela comissão, apesar da composição diversa, são coordenadas e protagonizadas por pessoas negras da UFRJ, militantes do movimento negro, o que faz com que a potencia da representatividade seja de fato, sempre reforçada neste espaço. Marta também enfatiza a grande participação dos servidores técnicos administrativos nesta empreitada e conta que, por mais que existam docentes e estudantes envolvidos, são os técnicos que compõem, em sua maioria, e impulsionam as ações na universidade, desde o início da implementação.  

Moradora da Baixada, Marta atua no coletivo Minas da Baixada, um coletivo de mulheres da Baixada Fluminense, que se reunem com a proposta de discutir a pauta feminista pela perspectiva de classe, raça, gênero e território e organizam ações educativas em colégios públicos. Elas também se mobilizam politicamente no território e possuem como característica principal o atravessamento da raça e do racismo em todas as pautas abordadas. Como coordenadora do Projeto de extensão PVP do Soltec/Nides, Marta enfatiza a existencia de uma composição majoritária de estudantes negros, o que reforça a importância do caráter transversal dos debates realizados,  que sempre incluem as questões de gênero e de raça.

Carlos

Carlos Alexandre

Carlos Alexandre, por outro lado, faz parte dos servidores docentes do NIDES e faz o uso dos arranjos acadêmicos para colocar em prática projetos de ensino, pesquisa e extensão que carregam em suas essências as pautas da educação, saúde, ancestralidade e desenvolvimento social. Com formação em Engenharia Ambiental, Língua Brasileira de Sinais, Saúde Pública e Meio Ambiente, Carlos define a si próprio como "um homem gay afropindorâmico em diáspora''.  

Atualmente como Diretor de Ensino do NIDES, Carlos também atua como docente na graduação, sendo responsável pelas disciplinas Tecnologia Social e Gestão Participativa. Na pesquisa e extensão, Carlos se pauta especialmente na ancestralidade negra e indígena, na potencialidade da favela e periferia e na diversidade, e coordena dois grupos de pesquisa: O GPI (Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em educação, saúde, ambiente e cultura africana, afro-diaspórica e indígena) e o GPPEPAE (Grupo de Pesquisa em Poéticas Eróticas e Pornográficas, Artes e Educação). Coordena ainda dois cursos de extensão ("Tecnologia Social em Saúde: as práticas integrativas e complementares" e "Pedagogia da Ancestralidade") e o projeto de extensão "Muda Maré: Educação Ambiental e Agricultura Urbana na Maré (@mudamare)", nascido do protagonismo estudantil e que tem como identidade política ser espaço de acolhimento, convívio e protagonismo de estudantes negres, indígenes, dissidentes de gênero, da comunidade LGBTQIAP+, que vivem com HIV/AIDS, com deficiência, além de mulheres, moradores de periferia e de favela. Fora isso tudo, Carlos ainda participa do grupo de estudos "Estudos Malungos"(https://www.estudosmalungos.com/ https://www.youtube.com/channel/UCM4M4vNz7b8gL65OtVBTmEA) e do Coletyvo Pyndorama (Coletyvo Popular de Pesquysa e Ensyno em Saúde, Ambyente, Tecnologya e Cultura Afro-Pyndorâmyca - https://www.pyndorama.net).

Os três, portanto, em suas diversas formas de atuação, representam hoje um movimento muito importante dentro da academia, aproximando a universidade da realidade social do Brasil e fortalecendo a luta para que as políticas afirmativas favoreçam a quem de fato e de direito, elas devam favorecer.

1 projeto algicultura 

Com o objetivo de desenvolver técnicas de beneficiamento e manejo, a prefeitura de Paraty e a UFRJ assinam parceria técnica para o desenvolvimento do projeto Algicultura, Cultivo de Algas em Fazendas Marinhas na Baía de Ilha Grande.

Sob coordenação geral da Professora Ana Lucia Vendramini, o projeto faz parte do programa de extensão Tecnologia Social e Ciências do Mar (TSCM).
O Programa TSCM foi criado para fortalecer o projeto do Centro de Formação em Tecnologia Social e Ciências do Mar, além de outras ações que já aconteciam no Complexo do Hangar da UFRJ, um espaço amplo, composto hoje por uma área aberta e dois galpões: o Museu do Mar e o Hangar Náutico.
 
O projeto Algicultura se articula então, para a elaboração de cursos sobre o cultivo de algas, com aulas teóricas e práticas, abertos à academia e a toda comunidade local.
O curso, que irá se chamar “Algicultura Sustentável – implantação da fazenda marinha”, tem como objetivo geral instalar balsas de cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii nas encostas da Ilha do Algodão nas proximidades de Paraty Mirim (Paraty – RJ). Assim, irá promover o
desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva de negócio com preservação ambiental a partir do processo de cultivo, do manejo e colheita da alga e da integração com a indústria de transformação baseada em economia verde visando a produção de bioinsumos para alimentos, bebidas, cosméticos, fertilizantes etc.Além disso, o curso visa disponibilizar conhecimento e elo de ligação com instituições públicas de apoio tecnológico para a criação de novos empreendedores, para promover a criação de empregos e renda de alta qualidade, ganhos efetivos através do comércio justo, diminuição da
dependência da importação (alga seca), possibilidade potencial de venda de derivados da alga, exportação da alga seca e, para o mercado interno a venda de algas frescas, numa ação ampliada, colaborativa e comunitária. ambém
contribuirá com o aumento da arrecadação de impostos, no IDH local, e na qualidade de vida para os envolvidos em toda a região.
 
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Foi publicado no Boletim da UFRJ o resultado do Concurso para Provimento Efetivo de Vagas no Cargo de Professor da Carreira de Magistério Superior do NIDES/CT/UFRJ. Segue link abaixo:

 

Publicação do resultado no Boletim da UFRJ

 

Logo nides vetor

 intro
 
Do dia 25 ao dia 28 de outubro, aconteceu mais uma edição virtual do Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social.
O EVEDS 2021, apesar de promover um encontro remoto, conseguiu incorporar nas atividades os ares de Cariri, localizando de alguma forma, os debates que pelo segundo, não encontraram fronteiras físicas.
O NIDES, grande parceiro, apoiador e organizador do evento, participou das rodas e das oficinas em três dos quatro dias de evento:
 
No dia 25, nas oficinas: "Sistema de alimentação e abastecimento popular (SAAP): Pensando e construindo novos sistemas contra hegemônicos, anticapitalistas e populares", com o mestrando do PPGTDS AliJosé Alvarez Suarez;
"Encruzilhadas Cartográficas", com a mestrandaElena Veríssimo, que também faz parte do SOLTEC, onde atua no projeto de pesquisa sobre Engenharias Engajadas e do URBELatam, assim como a Alessandra Figueiredo, projeto responsável por mapear, junto à comunidade, o Morro do Preventório em Niterói, no Rio de Janeiro.
Ainda no dia 25, aconteceu a oficina "Sistematização de experiências de Engenharia Popular", com a participação daFernanda Araújo, professora do NIDES, que faz parte do Grupo de Pesquisa em Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores (GPERT) e da Rede de Engenharia Popular Oswaldo Sevá (REPOS) e atua como pesquisadora-extensionista no SOLTEC/UFRJ desde 2006, hoje compondo a coordenação geral do núcleo. 
 
No dia 26, houve a participação do Núcleo, na oficina "Construção de sistemas de cestas agroecológicas", comas extensionistas do TICDeMOS, Larissa Bral,
Victoria Almeida, Karen Pacheco e Thais Machado; ena oficina "Engenharia e Educação Popular em uma perspectiva de Paulo Freire" com a mestrandaValeska Silva, integrante do LITS UFRJ-Macaé.


No último dia do evento, dia 28/10, marcamos presença na roda de conversa "Tecnologia Social em meio a maior crise sanitária do sec.XXI",com a mestranda Cristina Marchiori, membro da REPOS e coordenadora do TIC-DeMOS, assim como com o Felipe Addor, professor adjunto e diretor do NIDES, pesquisador-extensionista do Núcleo de Solidariedade Técnica, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia para Desenvolvimento Social e membro da REPOS.

 

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