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FilmeDepoisdoVendaval

 

 

 

 

 

Com a presença do diretor José Carlos Asbeg.

 

 

 

Resistência popular brasileira entre 1977-1979.

 

 

 

Greves operárias, campanha pela anistia, reconstrução da UNE.

 

 

 

15/08, quinta as 10:00, auditório C208, CT/UFRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

Essa é a primeira matéria da série “O SOLTEC como um Programa de Extensão”
      

   O SOLTEC/UFRJ (Núcleo de Solidariedade Técnica), como programa de Extensão, promove, ao longo do ano, atividades de formação e integração entre os projetos que o compõem, visando criar espaços de compartilhamento de experiências e saberes entre seus integrantes. Durante o ano de 2018, foram feitos 6 encontros de planejamento, oficinas e avaliação junto aos membros do núcleo:

 



Como forma de criar espaços de integração e formação para além da vivência nos projetos, o Soltec promove três Oficinas de Extensionistas ao longo do ano, aos sábados. É uma forma dos integrantes se encontrarem, trocarem experiências e conhecerem a dinâmica de outros projetos e territórios. Desde 2017, temos seguido um modelo onde cada oficina é focada em um projeto do núcleo, sendo realizada no território em que esse projeto desenvolve suas ações. Assim, temos a oportunidade de conhecer os locais e as pessoas com os quais os projetos atuam no cotidiano.

 


               

             


 

 

 

Nos dias 14 e 15 de agosto, representantes de movimentos sociais (e.g., MAB, MST e catadores), engenheiros/as, cientistas sociais, filósofos, arquitetas, designers e outras pessoas interessadas estarão reunidas para apresentar e refletir sobre as potencialidades e os desafios de algo como a engenharia popular. Esta poderia ser entendida como um tipo de projeto participativo emancipador, que tem como coprojetistas grupos populares, movimentos sociais ou grupos de trabalhadores organizados.

O evento acontecerá no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e contará com a participação de dois integrantes do Soltec, Celso Alvear e Fernanda Araújo. Pode-se participar dele, inclusive fazendo-se perguntas, também à distância, uma vez que ele será transmitido ao vivo pela Internet. Para a programação completa da atividade, o endereço da transmissão ao vivo e a inscrição (para quem for participar presencialmente), acessem o link: http://iea.usp.br/eventos/engenharia-popular. A atividade é gratuita.

O evento está sendo organizado pela Rede de Engenharia Popular Oswaldo Sevá, com o apoio do IEA da USP.

 

PROGRAMAÇÃO

TERÇA-FEIRA, 14/ago/2018

Demandas de movimentos populares

9h-11h: ENCONTRO 1 – Mesa-redonda – Qual engenharia ou qual tipo de solução técnica é buscada por grupos populares? Diálogo com representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

• Maysa Pereira (Engenheira agrônoma, doutoranda pela UFLA e militante do MST)
• Pablo Dias (Engenheiro florestal e coordenador nacional do MAB)
• Vilma Estevam (Presidenta da cooperativa de catadores Coopersol-Leste (BH))

11h-11h15: Coffee break

11h15-12h: ENCONTRO 1 – continuação – debate com os participantes.

12h-13h30: Almoço

Apresentação da engenharia popular

13h30-15h30: ENCONTRO 2 – Mesa-redonda – O que é a engenharia popular? Apresentação histórica: a tripla origem da engenharia popular brasileira e um panorama geral das atividades que os membros da Repos desenvolvem e desenvolveram no país.

• Celso Alvear (UFRJ)
• Lais Fraga (Unicamp)

15h30-16h: Coffee break

16h-18h: ENCONTRO 3 – Mesa-redonda – O que fundamenta a compreensão de mundo e de engenharia que a EP possui? Fundamentações teóricas: pesquisa-ação, educação popular, feminismo.

• Bruna Vasconcellos (Unifei)
• Fernanda Araujo (Cefet-RJ)

QUARTA-FEIRA, 15/ago/2018

Problematização desse tipo de produção tecnológica

8h30-10h30: ENCONTRO 4 – Mesa-redonda – Alguns desafios da prática popular de projetos de engenharia. 1) Como incorporar os valores, ideais e estéticas do grupo popular ao conhecimento que subsidia o projeto de engenharia popular (ou como se construir uma ordem sociotécnica o mais próximo possível daquela buscada pelo grupo popular)? 2) Como projetar tecnologias digitais em diálogo com tecnologias têxteis artesanais: a questão do diálogo de saberes.

• Cristiano Cordeiro Cruz (USP)
• Tania Pérez-Bustos (Univ. Nac. da Colômbia)
• Debatedora: Maysa Pereira (MST e UFLA)

10h30-11h: Coffee breakAlargando a reflexão: o que se pode aprender de outras iniciativas populares de produção técnica?

11h-13h: ENCONTRO 5 – Trocas de saberes, 2h – Etnografia e tecnologia. Conversa sobre a importância da etnografia e do diálogo entre saberes na construção de soluções técnicas populares. Nesta atividade, não ocorre uma palestra, mas a participação das pessoas presentes em uma conversa com e entre especialistas sobre, no caso, etnografia e produção tecnológica.

• Tania Pérez-Bustos (Univ. Nac. da Colômbia)
• Zoy Anastassakis (UERJ)

13h-14h30: Almoço

14h30-17h: ENCONTRO 6 – Mesa-redonda – Projeto e tecnologia no feminino. Apresentação e discussão de outras iniciativas brasileiras que têm caminhado na articulação entre projeto, tecnologia e o feminino (do qual o feminismo é parte).

• Iazana Guizzo (Universidade Santa Úrsula (RJ))
• Joana Mello (FAU/USP)
• Silvana Rubino (Unicamp)
• Zoy Anastassakis (UERJ)
• Debatedora: Tania Pérez-Bustos (Univ. Nac. da Colômbia)

17h-17h15: Coffee break

17h15-18h: ENCONTRO 6 – continuação – debate com os participantes.

cartaz PDGObjetivo: Construir processos decisórios em grupos com efetividade de participação e resultados.

Utilizando como inspiração o Programa Germinar (considerado Tecnologia Social pelo BB) que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento dos participantes para que atuem como facilitadores para a transformação e desenvolvimento social através da interação com indivíduos, grupos e organizações em territórios através do estímulo a diálogos saudáveis e eficazes. Desde 2003, já atendeu mais de 3.000 indivíduos em todas as regiões do Brasil.

Metodologia: Aprender-fazendo considerando o conhecimento e a experiência dos participantes através do conceito da andragogia, que é a arte de orientar adultos a aprender (Malcolm Knowles, 1970) e da Pedagogia para a Liberdade de Paulo Freire, tendo como base a dialógica e a práxis.

Público Alvo: Agentes comunitários, lideranças de iniciativas e movimentos sociais, empreendedores, militantes sem instrução formal, estudantes (graduação e pós graduação), professores, e indivíduos em fase de transição profissional/ pessoal que visam atuar com autonomia para a transformação social através dos processos de grupos e organizacionais em que estão inseridos.

Carga horária: 40 horas dividas em 5 encontros de 8hs. Este é um curso contínuo e a participação em todos os módulos é um pré requisito.

Datas:

Módulo 1: 26/3
Módulo 2: 16/4
Módulo 3: 7/5
Módulo4: 4/6
Módulo 5: 25/6

Horário:

9h as 18h

Local:

A definir.

Contéudos:

* Apresentação da Metodologia do PDG (Processo Decisório em Grupos)

* Planejamento, Avaliação e Feedback a partir da construção de ambientes de aprendizagem (Humberto Maturana)

* Temperamentos- como me percebo e percebo o outro.

* A pergunta como ferramenta

* Formação de Imagem- chuva de idéias e critérios para potencializar idéias

* Dialógo e Percepção de pontos de vista

* Observação da natureza (Goeth)

* Critérios para definir um plano de ação

* Construindo um plano de ação

Abordagem do programa:

- Movimentos; interações entre os indivíduos para a percepção individual e de grupo com conteúdos que podem ser percebidos através de diversos pontos de vista

- Apresentação compartilhada de conteúdos; as construções dos conteúdos programáticos são feitas através da interação e do conhecimento prévio dos participantes

- Atividades artísticas; momento em que os indivíduos podem perceber os conteúdos e as interações de grupos através de atividades lúdicas que possibilitam consolidar novos aprendizados a partir da prática

- Trabalhos em grupos; momento para a prática dos conceitos trabalhados em cada dia do programa

- Esta abordagem do curso acontece de acordo com os conteúdos e a necessidade de alcançar o objetivo de cada conteúdo, sendo apresentada em ordem aleatória e intercalada

Certificação:

Os participantes receberam certificados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como curso de extensão de 40h

Inscrições:

Responsável:

Lucas Borelli

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

21 98302-8153

 

 

 

 

Esse texto, escrito por Mariana Cyriaco, ex-bolsista do Soltec, contribui no debate trazido pelo Centro Acadêmico de Engenharia da UFRJ sobre a reprovação de 70% dos alunos em Cálculo 1 em 2018/1 (https://www.facebook.com/UFRJ.CAEng/photos/a.625381080880989.1073741828.624343327651431/1758435587575527/?type=3&theater).

 

Por Mariana Cyriaco

 

Volta e meia me pego divagando sobre a minha profissão. Sou engenheira, mas por muitas vezes tenho dificuldade em me identificar como tal, sendo duramente reprimida por vários amigos da engenharia. "Pô, você não tem orgulho de ser engenheira?". Tenho e não tenho.

Estudei em uma das melhores faculdades de engenharia de produção do país, compartilhei essa jornada com amigos inteligentíssimos. Mas comecei a faculdade como uma menina criativa e segura de si. Terminei duvidando muito da minha própria capacidade e me sentindo extremamente metódica e racional, quase burocrática.

Tive professores maravilhosos que me incentivaram a procurar soluções para questões reais, montar protótipos de produtos, trabalhar em campo com questões sociais. Mas a maioria das matérias que estudei se resumia a ter aulas medíocres com professores que se orgulhavam de reprovar 60% da turma. Acabar com a autoestima dos alunos parecia uma missão.

Muitos outros apenas davam palestras desinteressantes para alunos desinteressados e se limitavam a exigir presença. Li "Ensaio Sobre a Cegueira" na aula de Gestão da Qualidade. Fui proibida de ler em aulas de macroeconomia que duravam 4 horas e pareciam sessões infinitas de tortura. Escrevia cartas para mim mesma a fim de me manter sã. Era tudo tão chato e enfadonho, tive que enterrar minha criatividade para sobreviver.

Os professores exigiam disciplina, mas como ter disciplina sem antes ter paixão? Sou extremamente comprometida com as coisas que acredito, mas não consigo ser disciplinada simplesmente porque alguém mandou. Talvez esse sistema educacional sirva apenas para algumas pessoas, talvez, para poucas, mas definitivamente não serviu pra mim.

Por sorte fiz um mestrado - em uma área diferente, em um país diferente, com com uma linha de ensino diferente - que me lembrou que eu gosto de estudar. Eu podia escolher um tema que gostasse para trabalhar dentro de uma matéria específica. Eu tive liberdade de investigar as coisas que me interessavam, contanto que seguissem uma linha metodológica. Eu saí do mestrado querendo fazer um doutorado um dia. Querendo dar aula um dia. Querendo fazer uns 37 cursos de pós graduação e aprender sobre um montão de coisas da sociedade, da vida, da ciência, de mim.

Descobrir que eu gosto de estudar, redescobrir minha criatividade, tentar reencontrar minha auto estima em relação a minha inteligência foi um processo que me custou tempo e me custou dinheiro. A faculdade não precisava e não deveria ter destruído isso.

Se eu tenho orgulho de ser engenheira? Bem, acho que tenho orgulho de olhar para problemas de uma forma estruturada, da minha objetividade, da capacidade analítica. Mas isso não me serviria de muito, menos ainda de motivo de orgulho, se eu não tivesse desenvolvido outras competências que considero fundamentais, como a empatia, a vontade de olhar para o próximo e o comprometimento com o sociedade e o mundo em que vivo. Otimizar processos em uma fábrica e gerar redução de custos de milhões não me brilham os olhos se esse for o único objetivo.

A faculdade de engenharia precisa urgentemente trabalhar com o lado humano das pessoas. Precisa urgentemente canalizar a criatividade dos alunos rebeldes para solucionar problemas. Tantos inventores poderiam nascer dali. Tantos solucionadores de problemas complexos. Mas somos reduzidos a nada porque não nos adaptamos a esse sistema burocrático de educação. Porque somos indisciplinados, já que não conseguimos ter paixão. Cada vez mais vejo pessoas brilhantes indo embora da engenharia.

Em resumo, tenho orgulho da minha trajetória, mas não necessariamente da minha formação.

 

Imagem da campanha do CAENG com o slogan 70% de reprovação não é normal

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