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Sala ABC112, ligação ABC (fundos do Bloco B), sala 112 (perto do Itaú), Centro de Tecnologia, Cidade Universitária
Rio de Janeiro, RJ

Telefone: +55 (21) 3938-7780

 

Apresentação

 

Região Sul - Oficina realizada no coletivo de comercialização Alaíde Reis no Assentamento Terra da Paz (Piraí) 2019.O projeto “Apoio aos Assentamentos da Reforma Agrária no estado do Rio de Janeiro” tem como objetivo principal fortalecer a estratégia de produção e comercialização coletiva dos pequenos agricultores assentados, por meio da assessoria à gestão dessas atividades nos coletivos de trabalho e da contribuição para elaboração de ferramentas, metodologias e processos adequados às suas dinâmicas.

O projeto visa principalmente intensificar a presença no campo para compreender as dificuldades dos trabalhadores, visando estruturar e potencializar os coletivos de produção nos assentamentos e avançar ainda mais com a formação dos agricultores e das agricultoras. Iniciado em 2019, o projeto é um desdobramento da relação de parceria entre o Soltec/UFRJ, representado pelo projeto de extensão Campo-Cidade, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio de Janeiro (MST/RJ) desde 2014. Nessa ação, o Soltec e o MST/RJ se articulam com o Laboratório Interdisciplinar de Tecnologias Sociais (LITS/Campus UFRJ Macaé) e o Departamento de Engenharia de Produção da UNIRIO, contando com a atuação de professores e mestrandos da universidade e trabalhadores rurais.

Região Lagos - Visita realizada na fase inicial do Diagnóstico Participativo no Assentamento Oswaldo de Oliveira (Macaé) em julho de 2019.O projeto foi estruturado em duas grandes etapas. A primeira, chamada de meta 1, teve por objetivo a realização de um diagnóstico participativo nos assentamentos, com foco nos coletivos de produção de cada região, mas também na identificação de questões estruturais de cada território. Enquanto a segunda, meta 2, já realizada durante o período de pandemia, foi dedicado à realização de ações de apoio aos coletivos e assentamentos nesse novo contexto. 

Para dar conta do objetivo do projeto, que é estruturar e fortalecer os coletivos de produção nos assentamentos da reforma agrária no Rio de Janeiro, foram escolhidos três territórios prioritários: Região Norte, onde trabalhamos com três assentamentos; Região Sul, também com três assentamentos; e Região Lagos, com um assentamento.

Este trabalho de assessoria técnica foi financiado por uma emenda parlamentar (e sua execução financeira apoiada pela Fundação Universitária José Bonifácio), tendo como perspectiva que o desenvolvimento desse projeto possa contribuir para a formação crítica dos estudantes, professores e atores dos movimentos sociais envolvidos, bem como promover a melhoria das condições de vida e de trabalho no campo. 

 

META 1

Região Norte - Trabalho realizado no Assentamento Dandara dos Palmares (Campos) em 2019.Nesta meta, o projeto buscou, a partir da realização de um diagnóstico, compreender o contexto e as demandas dos coletivos de trabalho dos assentamentos das três regiões do estado do Rio de Janeiro. Ao longo do processo, foram utilizadas ferramentas que contribuíssem para o fortalecimento da gestão das atividades de produção e comercialização cooperadas, realizando, assim, simultaneamente, um processo formativo com os assentados. O acompanhamento desses coletivos foi estruturado a partir da organização de três equipes para atuar em cada área, sendo formadas por pesquisadores das universidades participantes do projeto e por atores locais, assentados nos territórios com os quais trabalhamos.

A metodologia adotada consistiu na realização de visitas periódicas aos assentamentos, que variaram de acordo com a região, seguindo critérios de disponibilidade da equipe e de organização das atividades nos assentamentos. No total, foram realizadas 31 visitas aos territórios, sendo 7 na região Norte, 12 na região Sul e 9 na região Lagos. Outra atividade muito importante nessa etapa foi a realização das Reuniões de Integração Metodológica, onde toda a equipe se reunia para fazer um acompanhamento do trabalho nas regiões e conversar sobre os próximos passos da atuação.

 

Produtos:

RelatorioMeta1Relatório da Meta 1 

    

CartilhaDivResCartilha: Sistema de Divisão dos Resultados

 

 

 

Instrumentos:

Ficha de Mapeamento da Produção (Região Lagos)

Ficha de Diagnóstico Regional (Região Norte)

Ficha de Controle de Produção para o Terra Crioula (Região Sul)

 

 

META 2

Reunião de integração das equipes na sede do Sindicato dos Engenheiros em julho de 2019.A Meta 2 previa a realização de um curso de formação, que entendemos não ser possível realizar no contexto de pandemia, em respeito às medidas de distanciamento social e à saúde dos integrantes da equipe do projeto e dos agricultores assentados. Além disso, nesse novo cenário, os agricultores assentados voltaram ainda mais seus esforços para as atividades de produção e comercialização, buscando evitar o desabastecimento e evidenciando que é a agricultura familiar que planta e colhe os alimentos que chegam à nossa mesa. Nesse sentido, os assentados também estiveram bastante envolvidos em ações de solidariedade nos bairros próximos aos assentamentos e também em regiões periféricas da capital do estado, por meio da doação de várias toneladas de alimentos.

Dessa forma, a Meta 2 foi reestruturada para realização de atividades possíveis nesse período, levando em consideração os elementos citados e mantendo o escopo previsto inicialmente, de realizar ações com a proposta de formação dos assentados e acompanhamento de suas atividades. Assim, duas frentes de trabalho foram organizadas:

Frente das Cartilhas: desenvolvimento de material pedagógico (cartilhas, manuais) com base nas demandas levantadas pelo Diagnóstico Participativo, que poderiam ser utilizadas pelos assentados; 

Frente dos Associados da Reforma Agrária: organização de um grupo de Associados da Reforma Agrária que possa contribuir para a sustentabilidade dos coletivos de produção e comercialização dos assentamentos, que estão em intensa atuação nesse período de distanciamento social na pandemia para doar e comercializar alimentos.

Colheita da produção que seria destinada às cestas da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes em 2020 no Rio de Janeiro.O trabalho da equipe nessas duas frentes se deu por meio de reuniões virtuais, que aconteciam com frequência semanal, para a equipe do material pedagógico, e mensal, para a equipe de organização do grupo de associados. Também foram realizadas reuniões mensais com toda a equipe para acompanhamento das duas frentes.

Também como uma atividade fundamental dessa meta, foi realizado o apoio à estruturação da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, que em sua 12º edição, por conta do isolamento social, só foi viável por meio do formato de vendas online e entregas em domicílio de cestas de produtos agroecológicos oriundos da reforma agrária popular.

O detalhamento das atividades dos grupos de trabalho, assim como as cartilhas de apoio pedagógico que foram produzidos pela Frente das Cartilhas, podem ser acessados nos arquivos a seguir.

 

Produtos

RelatorioMeta2

Relatório da Meta 2

 

Cartilhas de apoio pedagógico: 

CartilhaOrdPrd

Coordenação de Núcleo

    

 

CartilhaOrgPrd2

Organização da Produção

    

CartilhaOrdPrd3

Organização do Setor de Produção

 

Publicações e Participação em Eventos

 

Eventos:

✓ EVEDS, 2020

NEPOMUCENO, V. ALMEIDA, L.R.M. LARICCHIA, Camila Rolim. Universidade e Movimentos Sociais do Campo: um projeto de fortalecimento da cooperação agrícola. In: Troca de experiências, Encontro Virtual de Engenharia e Desenvolvimento Social - 2020. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2020.

 

Capítulos de livro publicados:

✓ LARICCHIA, Camila Rolim, ALMEIDA, Layssa Ramos Maia de, ARAÚJO, Fernanda Santos, SILVA, Iranilde de Oliveira, SILVA, Carlos Augusto Gouveia da. A cooperação no trabalho de produção e comercialização em assentamentos da Reforma Agrária do Rio de Janeiro. In: Luciana Lago, Irene Melo, Fernanda Petrus. (Orgs.) - Da cooperação na cidade à cidade cooperativa. Marília: Editora Lutas Anticapital, 2020, p. 51-80. Disponível em: <https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/wp-content/uploads/2020/11/Da-cooperacao-na-cidade-a-cidade-cooperativa.pdf>

✓ NEPOMUCENO, Vicente. Coletivos De Comercialização De Assentamentos Da Reforma Agrária: Uma Análise Dos Desafios Organizativos E Da Viabilidade Econômica De Cestas De Circuitos Curtos De Comercialização Do Coletivo De Produção Alaíde Reis No Sul Do Estado Do Rio De Janeiro. In: ADDOR, F.. SANSOLO, D.. EID, F.. (Orgs). Tecnologia Social e Reforma Agrária Popular. No prelo.

 

Equipe

 

Coordenação

Camila Rolim Laricchia

Celso Alexandre de Souza Alvear

Felipe Addor

Fernanda Santos Araújo

Layssa Ramos Maia de Almeida

Vicente Nepomuceno

 

Pesquisadores

Bianca Porto

Carlos Augusto Gouveia da Silva

Carolina Soares de Carvalho

Celso Alves Antunes

Diego Rangel Fraga

Francisco de Assis do Nascimento

Gabriel de Avellar Amorim

Luana Carvalho

Manuel de Figueiredo Meyer

Márcio Aldo dos Santos

Monique Ferruccio Cosenza

Raoni Amaral Lustosa

Ricardo Silveira de Oliveira Filho

Ruth Tereza Rodrigues dos Santos

Thiago Medeiros Fonseca

Apresentação

Foto1

O Pré-Vestibular Popular Educacao para o Desenvolvimento Social (PVP) é um projeto realizado em quatro polos, Acari, Bom Pastor (Belford Roxo), UFRJ campus Duque de Caxias e Ilha do Fundão.

O projeto vem sendo construído coletivamente em parceria com movimentos sociais como a União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e classe trabalhadora (UNEAFRO), Fórum Grita Baixada, Associação de Moradores da Vila Residencial (AMAVILA), Associação de Moradores de Acari e Adjacências, Coletivo Fala Akari.

Além de trabalhar conteúdos que compõem a matriz curricular dos vestibulares pleiteados, visa promover uma educação emancipadora, criando oportunidades para os grupos sociais conhecerem novos espaços de reflexão além da sala de aula, contribuindo para a formação de educadores populares e pautando debates como a luta contra o racismo, sexismo, lgbtfobia.

 

 

 

Justificativa

Foto2No Brasil, as primeiras experiências de pré-vestibulares populares (PVP), também chamados comunitários ou sociais, tem início na década de 1980 e se estabelecem na década de 1990 com o principal objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior. Essa iniciativa está relacionada à manutenção da desigualdade no acesso às universidades, apesar da ampliação das vagas.

Como grupos sociais historicamente excluídos podemos citar os egressos das escolas públicas, a população negra, os moradores de territórios como favelas e periferias, os setores menos providos de renda. Tal problemática leva ao surgimento de movimentos que reivindicam não apenas a democratização
do acesso, mas o fortalecimento da educação pública.

Os PVPs, apesar de diversos em termos de estrutura, organização e funcionamento, possuem eixos em comum, dentre os quais pretende-se que esteja na teoria e prática do PVP Educação para o Desenvolvimento Social como:

a) público-alvo formado por egressos das escolas públicas e grupos socialmente desfavorecidos;

b) a não-cobrança de mensalidade ou qualquer taxa financeira para os envolvidos (educandos e educadores) na ação;

c) não possuir sede própria, mas possuir um funcionamento em locais diversificados e escolhidos em diálogo com a comunidade participante da ação, como em associações comunitárias, escolas, instituições religiosas;

d)uma proposta pedagógica que não objetive apenas a aprovação nos exames vestibulares, mas que promova discussões de caráter transversal com o objetivo estabelecido de contribuir para a formação de cidadãos emancipados e críticos;

 

Objetivos

Foto3Objetivo Geral

Construir estratégias de políticas públicas para promover o acesso popular nas universidades públicas utilizando-se de pesquisas e da difusão de tecnologias sociais, bem como através da contribuição para a formação dos graduandos da UFRJ através da metodologia participativa.

Objetivos específicos:

- Construir metodologias participativas através de experiencias em autogestão

- Construir identidade do Projeto e fortalecer a educação popular e territorializada, tais como na formação em relações étnico-raciais e educação, em gênero, sexualidade e educação, trabalho e educação, etc

- Corroborar com o processo de ensino-aprendizagem da Educação Popular

 

Equipe

MartaBatista1315  

Marta Batista (coordenação)

Marta da Silva Batista. Pós-graduação lato sensu em Engenharia Urbana pela UFRJ. Graduada em Engenharia de Produção pelo CEFET/ RJ UnED NI. Graduanda em Pedagogia pela UFRRJ.

 
     
Rejane  

Rejane Gadelha (vice-coordenação)

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Historia Comparada pela Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2018). Mestra pelo Programa em Educação, Cultura e Comunicação em Periferia Urbana da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ (2013). Graduações, em Pedagogia pela Universidade Federal Fluminense - UFF (1997) e Licenciatura Plena em Técnicas Industriais, Habilitação em Eletrônica pela Faculdade Béthencourt da Silva - FABES (2011).

     
RaphaelLuisdeSouzaDamasceno  

Raphael Luis de Souza Damasceno

Graduando em BCMT

     
AntonioPedroPaulodaSilva  

Antonio Pedro Paulo da Silva

Graduando em Biofísica

 

 

BIGO presente documento tem por objetivo apresentar diretrizes para um Programa de Políticas Públicas para a Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros e Aquícolas da Baía da Ilha Grande, resultado do processo de Pesquisa-Ação do projeto “Desenvolvimento e Gerenciamento de Sistemas de Gestão da Aquicultura e Pesca na Baía da Ilha Grande – GPESCA-BIG.

Este projeto foi viabilizado a partir do convênio firmado entre o Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA e a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB/UFRJ), e executado pelo Núcleo de Solidariedade Técnica – SOLTEC/UFRJ, no âmbito do projeto PAPESCA, em parceria com a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro – FIPERJ.

A Baía da Ilha Grande (BIG) é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente um ecossistema de alta prioridade para a conservação da biodiversidade (MMA, 2002). Além da diversidade biológica reconhecida pelo MMA (2002), nesta região existem vários grupos de populações tradicionais1 (caiçaras, pescadores, indígenas, quilombolas) distribuídos no território cuja identidade cultural tem passado por processos de transformação. Tais transformações culturais, em certa medida, estão relacionadas à coexistência das várias atividades gerando conflitos de toda natureza e envolvendo diferentes atores, tais como: turísticas, industriais, portuárias, relativas ao setor de petróleo e gás.

De uma maneira geral pode-se afirmar que estes conflitos estão relacionados aos diferentes sentidos e percepções (cultura) atribuídos aos recursos naturais, a partir do “olhar” de cada segmento social. Sabe-se que as percepções podem definir, por exemplo, de que forma os grupos sociais se apropriam destes recursos e, quando diferentes lógicas de apropriação atuam sobre um lugar/território ou sobre um recurso natural, os conflitos se materializam (Vieira et al., 2005; Acselrad, 2004; Diegues, 2001).

Neste projeto, o conceito de conflitos teve como base a definição proposta por Acselrad (2004) que os define como sendo:

“(...) aqueles envolvendo grupos sociais com modos diferenciados de apropriação, uso e significação do território, tendo origem quando pelo menos um dos um dos grupos tem a continuidade das formas sociais de apropriação do meio que desenvolvem ameaças por impactos indesejáveis – transmitidos pelo solo, água, ar ou sistemas vivos – decorrentes do exercício das práticas de outros grupos. O conflito pode derivar da disputa por apropriação de uma mesma base de recursos, ou de bases distintas, mas interconectadas por interações ecossistêmicas mediadas pela atmosfera, pelo solo e pelas águas etc. Este conflito tem por arenas unidades territoriais compartilhadas por um conjunto de atividades cujo “acordo simbólico” é rompido em função da denúncia dos efeitos indesejáveis da atividade de um dos agentes sobre as condições materiais do exercício das práticas de outros agentes (ACSELRAD, 2004:24)”

Neste sentido, os conflitos precisam ser revelados, mapeados, qualificados e debatidos coletivamente, para que se definam processos de negociação sobre o uso dos recursos naturais. Caso os problemas socioambientais continuem sendo obscurecidos e sua resolução conduzida considerando apenas a racionalidade cartesiana, tecnocrática e normativa, e sem se considerar as diferentes culturas, os processos de negociação não acontecerão e os conflitos se intensificarão (VIEIRA et al., 2005; ACSELRAD, 2004; DIEGUES, 2001).

Partindo do principio que os conflitos podem ser minimizados, evitados e até mesmo resolvidos através de estratégias colaborativas e dialógicas, este projeto teve como referência a abordagem teórica que dispõe sobre a Gestão Compartilhada de Recursos de Uso Comum, em particular dos Recursos Pesqueiros e a Gestão de Sistemas Socioecologicos (OSTROM, 1990, BERKES, COLDING e FOLKE, 2003).

O projeto G-PESCA BIG entende que a melhor forma de se fazer a gestão pesqueira consiste na participação e influência direta dos pescadores nas etapas de planejamento, implementação, monitoramento e fiscalização. Esta gestão deve ser compartilhada, ou seja, ela deve buscar a divisão de poder e de responsabilidade entre governo, comunidade, instituições de pesquisa e demais atores em diferentes níveis e escalas - sobre o sistema de governança no uso dos recursos pesqueiros (KALIKOSKI et all, 2009; SEIXAS et all, 2011).  

Adicionalmente aos preceitos mencionados, o projeto baseou-se nos anseios dos pescadores artesanais2, na vontade de mudar uma realidade, na resolução de problemas e no ideal de trabalho conjunto para a aprendizagem coletiva. Neste sentido, a metodologia consistiu, além da revisão bibliográfica, no desenvolvimento de práticas dialógicas da Pesquisa Ação (PA). Este tipo de pesquisa participativa pressupõe o diálogo entre o pesquisador e o ator social, buscando de maneira permanente a implicação dos atores sociais, tendo por base estratégias promotoras da mobilização e da emancipação social (THIOLLENT, 1996; MORIN, 2004).

Tendo por base estas concepções, o projeto G-PESCA BIG realizou um mapeamento de conflitos e promoveu articulações na tentativa de que novos arranjos institucionais se estabeleçam na região. Além do levantamento e caracterização destes conflitos, o processo de Pesquisa Ação resultou em diretrizes para um programa de políticas públicas visando à gestão dos recursos naturais (em especial os pesqueiros), assim como do espaço marinho da Baía da Ilha Grande. As diretrizes do Programa foram categorizadas em três eixos temáticos (ordenamento pesqueiro; sustentabilidade das cadeias produtivas da pesca e aqüicultura; educação, pesquisa e extensão), os quais serão apresentados ao longo deste documento.

 

Documentos:

- Relatório Final

- Relatório Final II (em atendimento ao OFICIO nº 145/2014 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Secretaria de Aquicultura e Pesca – Convênio 748019/2010)

- Apresentação

- Fotos dos Conselheiros Voluntários GPESCA BIG (05/11/2011)

- Fotos de seminário formação GPESCA 2011

- Fotos da solenidade de entrega do relatório e assinatura para a segunda fase do GPESCA (com a participação do Ministro da Pesca, Prefeitos de Angra e de Paraty e cerca de 1000 pessoas - DEZEMBRO DE 2011)

 

 

 

1 - Esta pesquisa baseou-se na definição do Decreto 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Seguindo o Decreto, as comunidades tradicionais são representadas por “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

 

 

2 - Conforme a Lei 11.959, de 29 de junho de 2009, que Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, a pesca comercial está categorizada como artesanal e industrial. A pesca artesanal é definida como aquela “praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, desembarcado, podendo utilizar embarcações de pequeno porte. Já a pesca industrial se caracteriza por ser “praticada por pessoa física ou jurídica e envolver pescadores profissionais, empregados ou em regime de parceria por cotas-partes, utilizando embarcações de pequeno, médio ou grande porte”. No que concerne às embarcações, a referida lei destaca: “As embarcações que operam na pesca comercial se classificam em: I - de pequeno porte: quando possui arqueação bruta – AB igual ou menor que 20 (vinte); II - de médio porte: quando possui arqueação bruta – AB maior que 20 (vinte) e menor que 100 (cem); III - de grande porte: quando possui arqueação bruta – AB igual ou maior que 100 (cem).

Apresentação

enedsEsta projeto de pesquisa, contemplado com bolsas no edital PIBIC (http://posgraduacao.ufrj.br/pibic), analisa a perspectiva da engenharia que tem como ideal colocar o desenvolvimento técnico a serviço dos mais pobres (KAWAMURA, 1986) ou, como denomina mais recentemente Kleba (2017), insere-se na Engenharia Engajada, como um dos seus múltiplos (e distintos) ramos. Para isso, analisa a construção dos campos da Engenharia Popular (Encontros de Engenharia e Desenvolvimento Social - ENEDS e EREDS - https://eneds.org.br/), da Engenharia para o Empreendedorismo Social (ENACTUS - http://www.enactus.org.br/), da Engenharia Humanitária (Engenheiros Sem Fronteiras - https://esf.org.br/  e TETO - https://www.techo.org/brasil/), além de redes internacionais como a Red Colombiana de Ingeniaria para el Desarollo Social (ReCIDS - https://www.facebook.com/ReCIDS/) e Engineering for Social Justice and Peace (ESJP - http://esjp.org/). O caminho metodológico da pesquisa combinará a análise de documentos (publicações, sites, anais, programação dos eventos e caracterização dos inscritos) com a observação participante de projetos e dos principais encontros desses campos, além de entrevistas com membros-chaves desses diversos grupos.

 

Fundamentação Teórica

Para realizar a pesquisa, seguimos algumas pistas de trabalhos recentes, como Kleba (2017), que caracteriza a engenharia engajada, assim como trabalhos já clássicos sobre o tema, como Kawamura (1986), que aponta o papel da engenharia em uma sociedade capitalista. Conforme esta última, existiam, nos anos 1970-80, três vertentes principais da compreensão do trabalho da engenharia no país. A primeira delas tinha como horizonte a necessidade de modernização das grandes empresas privadas, de modo a que elas pudessem se tornar mais eficientes e competitivas. A segunda, que não se opunha necessariamente à anterior, tinha como perspectiva o desenvolvimento de tecnologia nacional. A terceira linha, minoritária, tinha como ideal colocar o desenvolvimento técnico a serviço dos mais pobres/excluídos.

tetoA terceira vertente - na qual esta pesquisa se insere - seguiu, de sua parte, periférica. Contudo, a partir da metade da década de 1990, e em resposta às crises geradas ou agravadas pelo neoliberalismo reinante no mundo desde a década anterior, ela experimenta um florescimento não desprezível, manifestado no (re)surgimento de uma pluralidade de iniciativas, no Brasil e fora dele, de um horizonte socialmente comprometido da atuação em engenharia. Elas, em conjunto, constituirão aquilo que Kleba (2017) chamará de engenharia engajada. Seriam exemplos disso movimentos como a Engenharia Humanitária (NIEUSMA & RILEY, 2010); a Engenharia para a Justiça Social e Paz (RILEY, 2008) e o campo da Engenharia e Desenvolvimento Social ou Engenharia Popular (ALVEAR et al., 2017).

Em comum, todas essas práticas de engenharia traduzem novas diretrizes profissionais, éticas e educacionais voltadas para a profissão da engenharia em sua relação geral com o estado, o setor privado e a sociedade civil (KLEBA, 2017). Elas, entretanto, são bastante diversas quanto aos objetivos intencionados, que podem ser a disseminação, ou seja, a inclusão social com acesso a tecnologias já disponíveis; a otimização tecnológica; e a revolução tecnológica. Tome-se como exemplo os automóveis. Pode-se permitir aos excluídos adquirir carros (inclusão), pode-se projetar carros menos poluentes e que evitem acidentes (otimização), ou pode-se buscar reinventar o conceito de mobilidade para além do automóvel na forma como ele é concebido hoje, provendo soluções que apresentem vantagens tecnossociais, econômicas e ambientais (KLEBA, 2017, p. 175).

Esta pesquisa se filia à última possibilidade, que o autor chama de revolução tecnológica, mas que já recebeu diversos outros nomes, como Tecnologia Social (DAGNINO, 2010), Adequação Sociotécnica (DAGNINO, BRANDÃO e NOVAES 2004), Racionalização Subversiva da Tecnologia (FEENBERG, 1992).

 

Objetivos

esjpGeral

Entender as diferentes perspectivas ideológicas, teóricas e metodológicas de grupos de engenharia que pretender atuar diretamente na transformação social.

Específicos

- Analisar publicações, programações de eventos e perfil dos participantes de encontros desses grupos de engenharia, como Engenharia e Desenvolvimento Social, Engenharia Popular, Engenharia Humanitária, Engenharia e Empreendedorismo Social, Red Colombiana de Ingeniería y Desarollo Social (RECIDS) e Engineering for Social Justice and Peace (ESJP).

- Fazer uma revisão bibliográfica sobre História da Engenharia (no Brasil e no mundo), Extensão, o Conceito de Tecnologia, Tecnologia Social e perspectivas de transformação social.

- Analisar as tecnologias que são desenvolvidas por esses grupos e em que medida se diferenciam das tecnologias convencionais, se aproximam do que é chamado Tecnologia Social e como incorporam perspectivas tradicionalmente excluídas nas tecnologias convencionais (de gênero, raça/etnia e classe).

- Entrevistar os principais atores desses grupos, para identificar suas visões, ideologias, perspectivas teóricas e metodologias.

- Levantar a história desses grupos, como se organizam, conflitos e controvérsias internas.

- Analisar esses dados e sistematizar em publicações (artigos e um livro)

 

Publicações

- ALVEAR, C. A. S. de; CRUZ, C. C.; MIRANDA, P. B. O campo da engenharia e desenvolvimento social no Brasil. Revista Tecnologia e Sociedade., Curitiba, v. 13, n. 27, p. 188-207, jan./abr. 2017. Disponível em: < https://periodicos.utfpr.edu.br/rts/article/view/4695>

- ALVEAR, Celso Alexandre Souza de; NUNES, Amanda Azevedo. ENGENHARIAS ENGAJADAS E SUAS IDEOLOGIAS. Anais do 1º Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade - São Paulo, 2019. Disponível em: <https://www.doity.com.br/anais/engenhariaesociedade/trabalho/89211>

- FRAGA, L. S. ; ALVEAR, C. A. S. ; CRUZ, C. C. . Na trilha da contra-hegemonia da engenharia no Brasil: da engenharia e desenvolvimento social à engenharia popular. REVISTA IBEROAMERICANA DE CIENCIA TECNOLOGÍA Y SOCIEDAD (EN LÍNEA), v. 15, p. 209-232, 2020. Disponível em: <http://www.revistacts.net/volumen-15-numero-43/365-articulos/907-na-trilha-da-contra-hegemonia-da-engenharia-no-brasil-da-engenharia-e-desenvolvimento-social-a-engenharia-popular>

- ALVEAR, C. A. S.; CRUZ, C. C. ; PASCHOAL, A. M.; ABREU, M. P. S. Prácticas de ingeniería comprometida en Brasil: convergencias y divergencias (resumo). Proceedings of XV International Conference on Engineering, Social Justice and Peace. Bogotá (Colombia), 2020.

 

Equipe

CelsoAlvear  

Celso Alexandre Souza de Alvear (coordenação)

Formado em Engenharia Eletrônica e de Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005). Mestre (2008) e Doutor (2014) em Engenharia de Produção pelo do Programa de Engenharia de Produção (PEP) da COPPE/UFRJ (2008). É Analista de Tecnologia da Informação da UFRJ e atualmente está como Coordenador de Extensão do NIDES/CT/UFRJ.

 
     
Foto do(a) Cristiano Cordeiro Cruz  

Cristiano Cordeiro Cruz (coordenação)

Atualmente no pós-doutorado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), doutorou-se em Filosofia na USP (2017), onde realizou estágio pós-doutoral de janeiro de 2018 a abril de 2019. Possui graduação em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2008), além de graduação (1999) e mestrado (2002) em Engenharia Elétrica pela Unicamp.

     
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Aristides Montim Paschoal (bolsista de iniciação científica PIBIC)

Graduando em licenciatura em Ciências Sociais (IFCS/UFRJ)

     
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Mariana Paiva Silva de Abreu (iniciação cíentifica voluntária)

Graduanda em licenciatura em Ciências Sociais (IFCS/UFRJ)

     
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Amanda Azevedo Nunes (colaboradora)

Graduada em Engenharia Civil (POLI/UFRJ) e mestranda em Tecnologia para o Desenvolvimento Social (PPGTDS/NIDES/UFRJ)

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APRESENTAÇÃO

Foto1O Projeto Etnodesenvolvimento e Economia Solidária em Comunidades Tradicionais na Região de Paraty - ETNO, e sua execução faz parte de um esforço que articula atores locais, alunos de extensão, voluntários e servidores docentes e técnicos.

Desenvolve suas ações de pesquisa e extensão com Bolsas do PROFAEX 2017/18 PR/5 – UFRJ, na Aldeia Indígena Itaxĩ Parati-Mirim Guarani Mbya; Associação de moradores do Quilombo do Campinho da Independência e a Comunidade Caiçara Ilha do Araújo.

Segundo seu documento propositivo, tem como objetivo geral “contribuir para o etnodesenvolvimento através do fomento à Economia Solidária e o fortalecimento das comunidades tradicionais no território étnico econômico solidário junto com os alunos de extensão, por meio de processos dialógicos, da pesquisa-ação e formação por demanda”.

Conceito de Etnodesenvolvimento

Foto2É o exercício da capacidade social dos povos indígenas para construir seu futuro, em consonância com suas experiências históricas e os recursos reais e potenciais de sua cultura, de acordo com projetos definidos segundo seus próprios valores e aspirações. Ou seja, o etnodesenvolvimento pressupõe existirem as condições necessárias para que a capacidade autônoma de uma sociedade culturalmente diferenciada possa se manifestar, definindo e guiando seu desenvolvimento.” (VERDUM, 2006, P.73)

Olhar sobre o território

Tem como base o modelo de desenvolvimento que mantém a etnicidade como diferencial sociocultural de uma sociedade, de forma a reconhecer os direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais das populações, considerando fundamental o respeito e a valorização das identidades e formas de organização para o trabalho.

Conclusão

O uso de tecnologias sociais apropriadas e a formação de multiplicadores e artesãos para melhoria e ampliação dos seus produtos e serviços nos territórios, terá enorme impacto positivo nas condições de vida destas comunidades tradicionais. Por esse caminho, e articulados a outras ações do Plano de trabalho do Projeto de Extensão Etnodesenvolvimento e Economia Solidária em Territórios Tradicionais na Região de Parati e a possibilidade de alunos de graduação e pós-graduação da UFRJ vivenciarem ações de extensão fora do campus universitário. Com isso, torna um grande espaço de trocas de saberes tradicionais e acadêmicos .

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